Osvaldo Coelho e a Capela de Rosalyn, na Escócia

 

 

 

 

 

Pesquisador nato, que aproveita os poucos momentos de sua agitada agenda como consultor técnico de uma multinacional da área de biotecnologia para levantar dados, com viagens para os mais diversos estados, o engenheiro Osvaldo Pereira Coelho Júnior já organiza uma nova ida a Portugal para buscar mais informações sobre a família Naves. O novo roteiro vai concentrar suas atividades em Fornos de Algodres, vila pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro e sub-região da Serra da Estrela, com cerca de 1.600 habitantes. É sede de um município com 131,45 km² de área e 4.989 habitantes (2011), subdividido em 12 freguesias.

É nessa região que se originaram os Naves que formaram a família no Brasil. O primeiro casal, Balthazar José Naves e Maria Sebastiana Naves, é natural de Fornos de Algodres, provavelmente de 1600, ali eles se casaram e nasceu o seu filho João de Almeida Naves, que foi batizado em 17.12.1624, veio para o Brasil em 1650 e aqui organizou a família Naves brasileira. Há notícias de um irmão de João e por isso a intenção de pesquisar, nas bibliotecas locais, os livros de registros.

 

Portugal

Paulistano, 44 anos, casado e pai de duas filhas, Osvaldo Júnior é filho de Maria José Naves e Osvaldo Pereira Coelho, e busca informações sobre os dois lados de sua família, a paterna e a materna, em todos os lugares que indicam. No segundo semestre do ano passado ele passou 20 dias em Portugal, onde residem seus parentes por parte do pai, que é descendente de português, e depois começou uma jornada para anotações sobre um lado da família materna, que tem origem na Escócia, os Drummond, pelo núcleo açoriano que migrou para Minas Gerais entre os séculos 18 e 19. Ele fez o teste de DNA, que indica a possibilidade de ligação familiar com escoceses e por isso também pretende retornar a esse país para novos levantamentos.

Na pesquisa pelo lado de seu pai chegou a Mateus Augusto Ribeiro de Sampaio, nascido em 1847 em Sanradela, pequena e pitoresca aldeia da Freguesia de Vilar de Maçada, no município de Alijó, distrito de Vila Real, em Portugal – é uma região famosa pelo ambiente rural tradicional, herança histórica e por produção vinícola local. Ele foi um médico militar português, administrador colonial e empresário agrícola, ativo no final do século XIX em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Moçambique. Faleceu em 1915 na Quinta de São Jorge, localidade de Favaios, inserida na Região Demarcada do Douro, a 130km da cidade de Porto.

Mateus Sampaio, foto do arquivo histórico de São Tomé e Príncipe, (httpspt.wikipedia.orgwikiMateus_Sampaio)

 

 

 

 

 

Formado pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto e vocacionado para o tratamento da malária, Mateus Sampaio partiu em 1872 para as ilhas de São Tomé e Príncipe, como médico militar. Na capital, São Tomé, e em Santo Antônio, no Príncipe, exerceu o cargo de delegado de saúde. Em 1875 colonizou a região de montanha dos angolares, a sul da ilha, habitada por população negra descendente lendária de escravos náufragos de Angola a caminho do Brasil, muito agressiva para os colonos brancos. Com empatia médica e firmeza militar, pacificou a ilha, comandou a primeira expedição ao Pico de São Tomé, o mais alto da ilha, e fundou a Roça de São João dos Angolares, a primeira colonização agrícola de cacau ao sul. Essa fica junto à aldeia de Mateus Sampaio, no distrito de Caué, que eterniza até hoje o seu nome. A sua capacidade de lidar com ambientes difíceis de topografia, clima, salubridade e condição humana tornaram-no conhecido nas ilhas como “O Homem de Ferro”.

 

https://aredacao.com.br/pesquisador-quer-voltar-a-portugal-para-localizar-mais-informacoes-sobre-os-naves/

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