O núcleo familiar começou com Francisco de Paula Naves e Maria Jesuína de Campos, no século passado, e nos últimos anos tem se reunido em confraternização

É um núcleo familiar grande e unido, formado por 14 irmãos (sete casais), dos quais sete faleceram, e que no princípio era mais ligado ao meio rural. Começou em Monte Alegre de Minas, MG, e depois dividiu-se, parte ficando nessa região e outra mudando-se para o sul de Goiás. Para confirmar a união, manter a tradição e firmar a convivência entre eles, decidiram se reunir pelo menos uma vez ao ano, para confraternização. Deram sequência aos encontros que tiveram início no Triângulo Mineiro e em seguida foram realizados em Goiás. Em outubro, nos dias 14 e 15, renovam esse encontro marcado, desta vez em Uberlândia, MG. Na pauta, a oportunidade de rever os parentes, conversar, relembrar causos. No cardápio, muita comida, bebida e, em especial, muitos abraços e muita alegria.

Maria Jesuína de Campos Naves

Assim vai ser o VI Encontro da Família Naves e Campos, reunião que começou em 2001, em Tupaciguara, na fazenda Barreiro, para comemorar o aniversário de casamento da irmã Maria Aparecida Campos e Lindolfo Divino do Nascimento; o casal teve 11 filhos, três já falecidos. A segunda, em 2013, e a terceira, em 2014, foram igualmente nessa cidade mineira, onde a família viveu durante muitos anos. Em 2015 a reunião foi para Goiás, em Turvelândia, que na época tinha Reila Naves de Faria como vice-prefeita; ela foi eleita, em 2016, para o cargo de Prefeita. Em 2016, a quinta, foi em Itumbiara.

Como começou

Esse núcleo familiar tem origem em Francisco de Paula Naves, nascido no final do século XIX numa fazenda do município de Monte Alegre de Minas. Era filho de Américo Brasiliense Naves e Maria Cândida de Mello, ambos mineiros e naturais daquela região; Francisco acabou tendo atrelado seu nome ao do pai, ficando conhecido como Chico Américo. Dedicou-se, como era natural naquele tempo, à lavoura e à criação de gado de leite, e passou essa atividade para os filhos.

Casou-se aos 27 anos com Maria Jesuína, filha de João Felippe de Campos e Maria de Paula Campos, então com 16 anos de idade, sua contemporânea de Monte Alegre. Ela teve o primeiro filho, João Sebastião Naves, antes de completar 17 anos.

Os outros filhos vieram na sequência: dois anos depois, Jerônimo; mais três anos, Maria Aparecida, até completar 14 filhos: América em 1941, falecendo em 2008; José, 1933, falecendo em 1971; Francisca, 1936, falecendo com sete anos; Umbelina, 1938; Osvalda, 1941, falecendo em 2009; os gêmeos Sebastião e Sebastiana, 1943; Filomena, 1946; Eurípedes, 1947; Divino, em 1950, falecendo em 1999; e Waldemar, 1954.

Começou como sitiante. Era trabalhador e muito ligado à família. A primeira fazenda foi a Rio das Pedras, onde a família viveu por alguns anos; a segunda, fazenda Samambaia; e, a terceira, a fazenda Trindade, após a transferência para Goiás, em setembro de 1949, fixando-se no município de Itumbiara. Chico Américo comprou um sítio, de 49 alqueires, numa área onde nascia o córrego da Trindade, cujas águas banhavam a propriedade rural e atravessavam a cidade para desembocar no rio Paranaíba. Ocupava uma área bonita e que favorecia a produção. As terras faziam divisa com as do sogro da filha Sebastiana, Manoel Antônio de Faria, ele que também tinha sido vizinho de fazenda em Tupaciguara.

Chico Américo

Quando decidiu se mudar para Goiás, Chico Américo deixou a fazenda que tinha em Tupaciguara com os filhos que ali continuaram. Ficou sob a responsabilidade de José de Paula, conhecido como Zé Américo, que depois a vendeu para se mudar para Goiás.

A casa grande, com 11 cômodos, abrigou a todos e a divisão de espaço e tarefas prosseguiu, no auxílio mútuo nas diversas atividades econômicas e sociais a que se dedicaram: criação de gado, tirando leite, produzindo queijo e vendendo o produto e o leite na cidade, e plantação de arroz, feijão e milho, as culturas da época, além de hortaliças. Os produtos, igualmente, eram comercializados em Itumbiara. Ele faleceu com 93 anos de idade, em 1990; ela, três anos depois, com 86 anos, em 1993.

Herdeiros

Seus herdeiros, que se dividiram entre Tupaciguara e Itumbiara, depois indo alguns para Turvelândia, GO, além do Tocantins, seguiram construindo e mantendo a história da família.

Dos 14 filhos, Maria Aparecida mora em Tupaciguara; Umbelina e os gêmeos Sebastiana e Sebastião Naves de Campos residem em Turvelândia; Eurípedes em Goiânia, no Setor Universitário, trabalhando com calçados, em parceria com gaúchos; Filomena e Waldemar moram em Uberlândia. Sete filhos já faleceram: João Sebastião, o mais velho; Jerônimo de Paula; América; Francisca; José de Paula; Osvalda; e Divino de Paula Naves, num acidente de carro perto de Guapó, GO.

América Naves de Campos e Sebastião Machado

América e Sebastião Machado já se conheciam quando os pais dela decidiram se mudar para Itumbiara, no final dos anos 1940, onde se casaram, em 1950. Sem formação escolar, eles se instalaram no município, num pequeno sítio nas margens do ribeirão da Trindade, onde organizaram e criaram a sua família. Pequeno arrendatário, alugava terras para plantar arroz, mas depois, com os filhos, decidiu se fixar na cidade, para lhes oportunizar os estudos, onde montou um pequeno comércio, de secos e molhados, e ainda tocou uma hortaliça, em chácara nas proximidades.

O casal teve quatro filhos, todos em Itumbiara, praticamente um a cada ano, a partir de 1951: Adão, que nasceu no dia 19 de agosto; Ademar (1952); Aída (1953); e Sebastiana (1955).

  • Adão foi para Araguari, MG, para seguir carreira no Exército, onde chegou a oficial subalterno (sargento), na área de comunicação; casou-se com a conterrânea Ivone Domingos da Costa, tiveram dois filhos, Rafael e Natâne, e depois que foi para a reserva passou a cuidar da terra herdada do sogro.

  • Ademar, que desde jovem começou a trabalhar, foi comerciante. Depois, decidiu estudar, fez o Colégio Diocesano de Itumbiara, formou-se e passou a trabalhar na empresa Furnas Centrais Elétricas, que tem uma das maiores usinas do sistema no rio Paranaíba. Como técnico, especializou-se na área, instalou várias usinas, como a Companhia Hidrelétrica Teles Pires, em Alto Floresta, MT, onde foi coordenador operacional. Casou-se com a conterrânea Márcia Alves Machado e tiveram dois filhos: Thales Naves Alves Machado, casado com Sara, com quem têm um filho, Miguel, que nasceu em Itumbiara, em 2013; e Vinícius Naves Alves Machado, casado com Priscila Vidica, de Panamá, GO.

  • Aída também se dedicou ao setor elétrico, casou-se com um eletricitário, Antônio de Paula Souza, de Divinópolis, MG, e trabalharam em Furnas.

  • Sebastiana casou-se com Dimas Valente Fernandes, mineiro de Senador Firmino; ambos bancários, fizeram carreira no Banco Real, onde se aposentaram, já na Gerência. Depois montaram uma franquia na área de empréstimos consignados, o Banco BMG, com uma agência em Goiânia e outra em Anápolis, onde moram. Eles têm dois filhos: Fernando e Simone, ambos assinando Fernandes Machado.

Sebastiana

Em 1979, Sebastiana, Mário Antônio e os quatro filhos se mudaram para Turvelândia. Ele, que inicialmente tocava lavoura com o pai e o sogro, quando se mudou para essa cidade do Sul de Goiás passou a ser motorista da ambulância do hospital da cidade. Faleceu em 1994, de problemas do coração.

Filomena

Filomena estudou até o antigo Admissão ao Ginásio; no tempo de solteira, trabalhava em casa, auxiliando sua mãe nas atividades do lar e a cuidar dos irmãos e sobrinhos. Em 1967 casou-se com João Batista Silva, mineiro do Prata, que morou em Ituiutaba antes de se mudar para Itumbiara, onde se conheceram. Ela se dedicou à criação dos filhos, às tarefas domésticas e ainda trabalhava como costureira em casa. Tiveram quatro filhas: Marta e Alice, que nasceram em Itumbiara; Mara e Adriana, em Uberlândia; todas assinando Naves da Silva, que construíram suas vidas nessa cidade mineira, quando a família ali se fixou em 1970, estudando e conquistando uma profissão. Mais tarde, a família adotou um filho, João Paulo Naves da Silva, nascido também em Itumbiara. João Batista, que fez o curso técnico em Contabilidade, foi vendedor de autopeças, trabalhando na empresa Real Moto Peças até se aposentar. Faleceu em 2002.

Marta, formada em Ciências Contábeis, é contadora na empresa Real Moto Peças e casou-se com Francisco Divino de Medeiros, graduado em Administração, funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), onde é chefe de seção. Eles tem duas filhas, Lucila e Francine. Lucila casou-se com Cláudio e tem um filho, Lorenzo.

Alice, técnica em Enfermagem, é enfermeira no Hospital Municipal, casou-se com Célio Lourenço Gonçalves da Silva, que trabalha no ramo de compra, venda e conserto de máquinas de costura. Eles tem dois filhos, Larissa e Gustavo; Larissa é casada com Pedro. Alice e Célio ficaram juntos por 20 anos, separaram-se e atualmente ela está casada com Cláudio Beltrão, instrutor de academia.

Mara, também técnica em Contabilidade, é coordenadora no Departamento Pessoal do Supermercado Leal, casada com Célio Pícoli, vendedor de tintas imobiliárias e automotivas, e eles tem dois filhos, Maressa e Nathan.

Adriana, formada em Letras, casou-se com Wesley Rodrigues Silva e tiveram duas filhas, Sara e Ângela Louise. Separaram-se depois de quase sete anos e ele faleceu em 2008. Ela atualmente reside em Eastborne, Inglaterra, trabalhando na área administrativa da Prefeitura local.

João Paulo está morando no Rio de Janeiro e trabalha no telemarketing da empresa Net.

Waldemar de Paula Naves

O caçula Waldemar, que já nasceu em Itumbiara, logo se mudou para Uberlândia, em busca de melhores oportunidades, formou-se em Engenharia, passou em concurso e trabalhou no Banco do Brasil.

Depois que se aposentou decidiu ter o seu próprio empreendimento, criando a Vidraçaria Santa Felícia, com uma fábrica de vidros temperados, que tem presença em toda a região.

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