VII Encontro da Família Naves e Campos

Reunião deste ano será em Tupaciguara, MG

Formando um dos núcleos da família Naves mais unido e atuante, que se reúne anualmente, os descendentes do mineiro Francisco de Paula Naves já tem esquematizado o seu VII Encontro da Família Naves e Campos: dias 2, 3 e 4 de novembro de 2018, em Tupaciguara, MG. Na pauta, homenagens, show de talentos, interatividade, sorteio de brindes, apresentação de dupla sertaneja e campeonato de dança.


O casal pioneiro, Francisco de Paula Naves e Maria de Campos

Essa reunião já virou compromissos entre os familiares, que se programam o ano inteiro para esses três dias juntos, sempre numa cidade próxima da divisa de Minas Gerais com Goiás, onde eles se situam. A festa começou em Tupaciguara, que sediou outras duas e para onde retorna este ano; foi realizada em Turvelândia, GO, em 2015; e em Itumbiara, GO, em 2016.

Como começou

Sitiante, que começou suas atividades na lavoura e na criação de gado na região entre Uberlândia e Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro, Francisco de Paula Naves, mineiro, decidiu se mudar, com a família, em setembro de 1949, para Goiás. Casado com a também mineira Maria de Campos, com quem teve 14 filhos, eles se fixaram em Itumbiara, GO, onde compraram um sítio, de 32 alqueires. Ali, ele continuou na atividade, criando gado de leite, que vendia na cidade, e plantando arroz, feijão e milho, as culturas da época. Ele faleceu com 90 anos de idade, em 1988.

Seus herdeiros, que se dividiram entre Tupaciguara, MG, e Itumbiara, depois indo alguns para Turvelândia, GO, decidiram construir e manter a história da família, criando um encontro que chega agora à sétima edição. As três primeiras foram em Minas. A de 2015, conforme uma das coordenadoras, Joice Naves Araújo, foi nos dias 31 deste mês e 1º de novembro, na chácara Estância Barbosa, em Turvelândia, onde era vice-prefeita Reila Naves de Faria.

A primeira edição do Encontro da Família Naves e Campos aconteceu em 2004, na fazenda, em Tupaciguara, para comemorar o aniversário de casamento de Maria Sebastiana Naves e Lindolfo. A segunda, em 2013, e a terceira, em 2014, foram igualmente nessa cidade mineira. A quinta edição, de 2016, foi em Itumbiara; e a sexta, em 2017, em Uberlândia, quando comemoraram os 70 anos de casamento de Maria Sebastiana e Lindolfo, casal que teve cinco filhos, um já falecido: Valter, Zezé, Lucinha e Vasquinho.

Dos 14 filhos, Maria Sebastiana mora em Tupaciguara; Umbelina e os gêmeos Sebastiana e Sebastião Naves de Campos residem em Turvelândia; Eurípedes em Goiânia, no Setor Universitário, trabalhando com calçados, em parceria com gaúchos; Filomena e Valdemar moram em Uberlândia. Valdemar tem uma empresa de temperamento de vidros. Sete filhos já faleceram: João Sebastião, o mais velho; Jerônimo de Paula; América; Francisca, com apenas sete anos; José de Paula; Osvalda; e Divino de Paula Naves, que morreu num acidente de carro perto de Guapó, GO.

A história dos Naves brasileiros

A família Naves brasileira tem uma origem comum e única: o casal formado por João de Almeida Naves e Maria da Silva Leite. Ele, filho dos portugueses Baltazar José Naves e Maria Sebastiana, nasceu na vila de Algodres, Freguesia de Castelo Rodrigo, na região de Serra da Estrela, bispado de Viseu, em Portugal, em 1624, e veio com uns 25 anos de idade para o Brasil. Ela, filha dos brasileiros João Nunes da Silva e Úrsula Pedroso, nasceu em São Paulo, SP. O casamento foi em 1655, em Santana do Parnaíba, SP. São, portanto, exatos 368 anos de história dos Naves no País, a considerar a data provável da chegada dele ao Brasil, em 1650.

João de Almeida Naves chegou na Capital paulista e depois se fixou em Santana do Parnaíba. SP, onde exerceu cargo público: foi procurador do Conselho, que corresponde à Câmara de Vereadores, quando mostrou seu rigor ao exigir o cumprimento das leis, disciplina, e sua preocupação em ter uma vida comunitária saudável. Lutou, com garra, para que algumas conquistas fossem introduzidas no lugarejo em que habitava. Era o ano de 1680. Mais tarde, com sua morte, em 1715, e o inventário de seus bens, descobriu-se que era um dos homens mais ricos e poderosos de então no País, com minas de ouro, e, parâmetro de riqueza para a época, possuidor de mais de 100 escravos.

Os primeiros destaques

O casal João de Almeida Naves e Maria da Silva Leite teve 10 filhos, todos nascidos em Santana do Parnaíba. Desses, a sétima, Florência da Silva Naves, casou-se em 1714 com Domingos Lopes da Silva, que já era idoso e, talvez por isso, tiveram apenas um filho – que ganhou o nome do avô, dando origem à grande família Naves brasileira.

Florência foi a única filha do casal pioneiro a preservar o nome da família. Pelo menos das gerações já identificadas.

Um outro registro foi na segunda geração formada a partir da quinta filha do casal pioneiro, Turíbia de Almeida Naves, que se casou com José Velho Moreira: o seu terceiro filho, Antônio de Almeida Velho, teve oito filhos, e o quinto, Bento de Almeida Naves, adotou o nosso sobrenome, mas que foi perdido já na geração seguinte, quando o Naves praticamente desapareceu desse tronco familiar.

Programaçãodo VII Encontro da Família Naves e Campos
Tupaciguara,MG

02.11.2018 (sexta feira)
20h -jantar

03.11.2018 (sábado)
8h -café da manhã;
10h -abertura oficial do sétimo encontro;
10h30 -tempo livre;
12h -almoço;
14h -homenagens;
14h30 -show de talentos;
15h30 -interatividade;
16h -lanche;
17h -sorteio de brindes;
17h30 -apresentação de dupla sertaneja;
20h -jantar;
22h -campeonato de dança.

04.11.2018 (domingo)
8h -café da manhã;
9h30 -encerramento do sétimo encontro

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