O jornal “O Popular”, de Goiânia, GO, desta quinta-feira, dia 13, publicou em sua Pág. 7 / Opinião, um artigo de minha autoria defendendo a criação de mais espaços para os livros e para estimular a leitura. Nele, proponho uma biblioteca pública em cada cidade goiana.

Abaixo o artigo e o recorte do jornal com o artigo:

Uma biblioteca pública em cada cidade goiana

Sete em cada 10 brasileiros não leram um livro sequer em 2014. O dado, muito preocupante, é de uma pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, sobre hábitos culturais, feita em 70 cidades de nove regiões metropolitanas. Dentre as revelações, a de que a leitura de livros caiu de 35% para quase 30% dos entrevistados. A informação foi divulgada no “Jornal da Globo”, edição de 31 de março deste ano, pela jornalista goiana Lilia Teles.

Não é um dado novo e, por isso, merece uma maior discussão em Goiás.

Encomendada pela Fundação Pró-Livro e pelo Ibope Inteligência, a pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’, de 2012, já trazia esse quadro: os brasileiros, cada vez mais, trocam o hábito de ler jornais, revistas, livros e textos na internet por atividades como ver televisão, assistir a filmes em DVD, reunir-se com amigos ou em família e navegar na rede de computadores por diversão.

Mostrou, ainda, que o número de leitores no País caiu: de 95,6 milhões, em 2007, para 88,2 milhões, em 2011. O índice representa uma queda de 9,1% nesse universo, ao mesmo tempo em que a população cresceu 2,9% no período. Foram ouvidas 5.012 pessoas em 315 municípios brasileiros, entre 11 de junho e 3 de julho de 2011. Foi classificado como leitor quem leu pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa. O resultado de 88,2 milhões de leitores corresponde a 50% da população total de brasileiros com cinco anos ou mais (178 milhões).

Há pouco tempo, o Ibope mostrou que os brasileiros continuam lendo pouco, que 55% se consideram leitores e a média de tempo gasto com leitura, anualmente, é de 4,7 horas por semana.

Em contraponto a essa informação, na matéria sobre a qualidade da educação na Finlândia, uma das melhores do mundo, a jornalista Mônica Weinberg, da revista “Veja”, edição de 24 de junho deste ano, ao discorrer sobre as mudanças para melhorar o ensino, disse que num aspecto, naquele País, ninguém mexe: a obrigatoriedade de leitura, pelos alunos, de um livro por semana, o que “foi, é e sempre será sagrado”, como ressaltou.

São questões para uma reflexão.

Em recente audiência com a secretária da Educação, Cultura e Esporte do Estado, professora Raquel Teixeira, conversando a respeito do tema, apresentei uma sugestão de campanha para o Estado: dotar cada cidade goiana de uma Biblioteca Pública, com livre acesso pela população, pessoal capacitado, um grande acervo, computadores e equipamentos para favorecer a frequência e a leitura, o estudo e a pesquisa.

Ela informou que a Secretaria, no momento, procura conhecer a situação em todo o Estado, pois não há um mapa atualizado sobre bibliotecas em Goiás, públicas e particulares, e nem sobre acervos.

Fica a proposta para o governador Marconi Perillo assumir, diante dos custos relativamente baixos do investimento e do impacto muito positivo da iniciativa. Em sua viabilização podem ser mobilizados educadores, professores, escritores, empresários e as entidades culturais, como Academia Goiana de Letras, academias regionais, Seção de Goiás da União Brasileira de Escritores (UBE), Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Associação Goiana de Imprensa, as instituições de ensino de todos os níveis etc.

Será uma união por Goiás e por mudança qualitativa para todos nós.

(*) Jales Naves, jornalista, é autor do livro “Otávio Lage: Empreendedor, político, inovador”, lançado este ano.

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