Uma atividade prática do Curso de Jornalismo da UFG em meio à luta por melhores condições de aprendizagem

Implantado em 1968 sem estrutura adequada e sem professores com formação específica, o Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás exigiu de seus alunos muito esforço e dedicação, diante das carências e dos problemas que enfrentaram, em especial os pioneiros, das primeiras turmas. Era uma batalha diária para conseguir material, ter aulas, livros, articular uma atividade prática etc. Alguns alunos, diante desse quadro, desistiram, deixando de comparecer às aulas no Instituto de Ciências Humanas e Letras, ao qual estava vinculado o Departamento de Comunicação, responsável pelo Curso e que nem tinha coordenador. Em 1970 o professor Taylor Oriente, da disciplina Teoria da Comunicação, respondia pela coordenação.

Uma vitória nesse ano foi a publicação da revista “Informática”, no formato livro, com 60 páginas e 15 artigos dos alunos do segundo ano (segunda turma) e do terceiro ano (primeira turma). Foi editada pelo professor Taylor Oriente.

Os textos versavam sobre os mais diversos assuntos. Ary de Almeida, do 3º ano, fez um relato sobre a criação do Curso em 1968; Reynaldo Rocha, também do 3º ano, fez uma avaliação das atividades do primeiro ano; Modesto Lopes dos Santos, do 2º ano, discorreu sobre 22 temas do destacado educador e teórico da comunicação canadense Marshall McLuhan; Julieta Guimarães Ribeiro, igualmente do 2º ano, abordou o filme “O diabo mora no sangue”, de João Bênnio; e Walderico Nery Blamires, também do 2º ano, escreveu sobre as diversas iniciativas no âmbito do ICHL, como palestras, debates, classificação de material etnográfico, exposições, viagens de estudo etc. Manoel Juraci, do 2º ano, fez artigo sobre o Centro Regional Universitário de Treinamento e Ação Comunitária (Crutac), coordenado pelo Instituto de Patologia Tropical da UFG e desenvolvido na cidade goiana de Nerópolis; Cecy Curado, 2º ano, comentou sobre livros de autores goianos e apresentou a resenha de vários deles; e Marli da Silva Brasil, do 3º ano, escreveu sobre discos voadores.

Dois comentários sobre a Praça Universitária, com enfoques diferentes: de Luiz Otávio Soares, do 3º ano, e de Maria Teixeira Coelho, do 2º ano. Tereza Cristina de Morais Lobo, do 2º ano, entrevistou a folclorista Regina Lacerda, e Laurenice Costa Noleto, igualmente do 2º ano, escreveu sobre a nova secretária do ICHL, a poetisa Iêda Schmaltz. Jales Naves, também do 2º ano, discorreu sobre as tradições goianas; e José Pitágoras, do 2º ano, fez anotações acerca de folclore e arte popular em Goiás. Braz Wilson Pompeo de Pina, do 3º ano, descreveu a Festa do Divino em Pirenópolis.

 (*) Desses 15 alunos, um do terceiro ano não concluiu o Curso, Ary de Almeida; e dois do terceiro ano que o concluíram já faleceram: Braz Wilson Pompeo de Pina e Reynaldo Rocha. Quanto aos do segundo ano, Julieta Ribeiro, Walderico Blamires, Cecy Curado, Maria Coelho e José Pitágoras não concluíram o Curso; Modesto Santos, que o concluiu, e Walderico, que não o concluiu, faleceram. O professor Taylor Oriente também já faleceu.

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