Iturama homenageia um de seus pioneiros, Francisco Machado Netto

Chiquinho, que foi empresário e era uma das principais lideranças, agora dá seu nome a uma das ruas da cidade

A história de Iturama, MG, teve a participação de muitos pioneiros, cada um exercendo um papel e todos juntos na construção de uma comunidade que os atendesse em suas expectativas de trabalho, boa convivência, paz e harmonia.

Francisco Machado Netto

Um dos primeiros proprietários de veículo automotor na região sua generosidade permitiu que nesses anos ensinasse muitas pessoas da pequena vila a dirigir seus automóveis.

Um desses pioneiros, Francisco Machado Netto, paulista de Cajuru, onde nasceu no dia 13 de novembro de 1904, mudou-se para essa região na década de 1940, buscando oportunidades econômicas. Implantou vários empreendimentos, como a sociedade com o seu grande amigo Emídio Queiroz em loja de secos e molhados na antiga Santa Rosa. Como conhecia bem a cidade de São Paulo era encarregado de fazer as compras na capital paulista e trazê-las em seu caminhão para abastecer esse armazém. Depois, adquiriu fazendas, atuando na agricultura e na pecuária.

Em 1944 constituiu família, casando-se com a mineira Oda Carvalho, com quem teve quatro filhos (Laís, Heli, Heloísa e Gláucia), e construiu uma grande residência na Av. Rio Grande, próximo à atual Casa da Memória.

Foi proprietário de açougues e, por ser filho e neto de fazendeiros, cuidava pessoalmente da qualidade da carne que vendia. Manteve também uma serraria, de onde saiu madeiramento para construção de muitas residências na cidade.

Um episódio digno de registro aconteceu em 1959, quando emprestou à Prefeitura de Iturama a quantia de Cr$ 3.000,00 (três mil cruzeiros), recebendo o mesmo valor em 1960 sem nenhum acréscimo de juros.

“Foi uma pessoa admirável, que se dedicou à construção da cidade e da cidadania, apoiando iniciativas sociais, econômicas e culturais que valorizavam a sociedade ituramense e a projetavam em toda a região”, como destacou o vereador Carlos Alberto Corrêa da Silva (Carlito), do PV, ao propor e colocar seu nome na antiga Rua 4 do bairro residencial Dr. Diógenes de Souza, em Iturama, em reconhecimento ao seu trabalho pioneiro na cidade.

A inauguração da placa será no próximo sábado, dia 8 de setembro, às 10h.


Vereador atento e dinâmico

A homenagem a Francisco Machado Netto em Iturama, dando seu nome à antiga Rua 04 do bairro residencial Dr. Diógenes de Souza, em reconhecimento ao seu trabalho pioneiro na cidade, foi iniciativa do vereador Carlos Alberto Corrêa da Silva, mais conhecido por Carlito. Presidente da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal, é administrador de empresas, casado com Valesca Tuffengdjian, com quem é pai de Arthur (8), Gabriel e Isabella (5). Foi candidato a Deputado Estadual em 1994, ficando na segunda suplência pela coligação do Partido Verde mineiro.

Carlito Peaguda

Já em segundo mandato – o primeiro foi em 1993/96, pelo PSD, e agora em 2017-2020 pelo PV –, é um parlamentar atento e dinâmico. Um dos pontos marcantes de sua atuação foi a realização de uma Audiência Pública para discutir a captação de recursos, da ordem de R$ 20 milhões, pela Prefeitura de Iturama, para investimento em obras na cidade. Mesmo tendo sido da base que elegeu o atual Prefeito, Carlito se destaca de seus pares pela sua independência de pensamento e ações.

Muito atuante, teve aprovados diversos projetos de lei de sua autoria, como o mais recente, que obriga as instituições bancárias e de crédito a instalar dispositivos de segurança, nebulizadores de fumaça, grades de aço e postes de concreto nas entradas das agências, “para proteger e dificultar a ação de bandidos, que praticam as explosões de caixas eletrônicos, causando verdadeiro pânico e terrorismo contra o povo da cidade”.

Em 2017 presidiu a CPI da Copasa, empresa de água e saneamento do Estado de Minas Gerais, quando pôde constatar diversas irregularidades, “em especial o não tratamento correto do esgoto de Iturama, praticando crimes irreparáveis ao meio ambiente”. Ele entregou cópia do relatório da CPI nas mãos do governador mineiro Fernando Pimentel, de quem recebeu o protocolo devidamente assinado. Fez ainda muitas denúncias aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, pedindo providências, como também moveu Ação Civil Pública contra a Copasa.

Carlito acompanha e analisa a mudança de comportamento dos eleitores, “que ainda usam seus votos como moeda de troca em benefícios individuais”, e defende que o Prefeito “não pode ser 100% gestor e nem 100% político. Suas ações devem ir de encontro ao que pede a Lei Maior, o bem comum”, afirmou.

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