Viagem por Portugal

Um país acolhedor, com qualidade de vida e segurança, belas paisagens, história e bons vinhos

(Observações de quem passou 10 dias tranquilos no país)

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Um dos destinos mais procurados na Europa, Portugal é um país acolhedor, com cidades estruturadas, que oferecem qualidade de vida e segurança a seus cidadãos, belas paisagens, e um passado de histórias. É um convite para quem gostaria de passar um ou dois meses por ano naquele continente, e ainda concede a aposentados brasileiros, conforme relata o jornalista goiano José Neto, 10 anos de isenção de impostos. A comida, com destaque para o bacalhau, a carne de porco preto e o arroz de pato, e a bebida, em especial o vinho, são muito bons e relativamente baratos, em relação aos demais países europeus e ao Brasil. Simpáticos, os portugueses são educados no trânsito, respeitam a faixa de pedestres e atenciosos com os visitantes.

Ocupando a 46ª posição no ranking econômico mundial, destaca-se na produção agrícola (trigo, milho, batata, tomates, azeitonas, azeite e uvas), pecuária (bovinos, suínos, ovinos e aves), industrial (vestuário, têxtil, química e eletroeletrônicos) e mineral (cobre, urânio, granito, calcário e mármore). Os serviços representam 76,1%  da economia, a indústria 21,6% e a agricultura 2,3%. A taxa de inflação, em 2016, foi de 0,5%, e a de desemprego, em fevereiro desse ano, de 12,3%, para uma população ativa de 5,2 milhões de trabalhadores. Seu território, de 91.985 km², representa um quarto da área do Estado de Goiás (340.257 km²), e 10,6 milhões de habitantes, em 2014 (99,1% portugueses e 0,7% africanos), dos quais 93,8% católicos. Não houve crescimento demográfico de 2010 a 2015, a taxa de analfabetismo é de 4,6% (2013) e a renda per capita, Us$ 19.188 (2015). O salário mínimo, em 2014, era de 485 euros por mês.

Há belos e enormes castelos e templos religiosos muitos suntuosos, em contraste com a realidade do país, que até os anos 1980 era um dos menos desenvolvidos do continente. Seu crescimento se acelerou com o ingresso na União Europeia, a partir de quando recebeu fundos para a modernização de sua economia, em especial da infraestrutura, com a construção de novas autoestradas.

Histórias

Portugal tem muitas histórias para contar a seus visitantes, ainda que prevaleça numa conversa, sempre, o apego ao passado, o destaque ao período das conquistas, quando chegou a ter o mundo aos seus pés, como se gabava um de seus reis.

Reino de Portugal foi fundado em 1139, durante a reconquista cristã, a partir do Condado Portucalense, nascido entre os rios Minho e Douro. A estabilização das suas fronteiras em 1297 tornou-o o país europeu com as fronteiras mais antigas. Como pioneiro da exploração marítima na Era dos Descobrimentos, expandiu os seus territórios entre os séculos XV e XVI, estabelecendo o primeiro império global da história, com possessões na África, na América do Sul, na Ásia e na Oceania. Em 1580 uma crise de sucessão resultou na União Ibérica com a Espanha. Sem autonomia para defender as suas posses ultramarinas face à ofensiva holandesa, o reino perdeu muita de sua riqueza e \"status\". Em 1640 foi restaurada a independência sob a nova dinastia de Bragança. O terremoto de 1755 em Lisboa e as invasões espanhola e francesa resultaram em instabilidade política e econômica. Em 1820 uma revolta fez aprovar a primeira  Constituição portuguesa, iniciando a monarquia constitucional, que enfrentou a perda da maior colônia, o Brasil.

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Uma revolução em 1910 depôs a monarquia, mas a primeira república portuguesa não conseguiu liquidar os problemas de um país imerso em conflito social, corrupção e confrontos com a Igreja. Um golpe de estado em 1926 deu lugar a uma ditadura. A partir de 1961 travou uma guerra colonial que se prolongou até 1974, quando uma revolta militar derrubou o governo. No ano seguinte, Portugal declarou a independência de todas as suas posses em África. Após um conturbado período revolucionário entrou no caminho da democracia pluralista. A Constituição de 1976 definiu Portugal como uma república semipresidencialista. A partir de 1986 reforçou a modernização e a inserção no espaço europeu com a adesão à Comunidade Econômica Européia (CEE).

Lisboa

Cidade mais populosa do país, Lisboa tem 506.892 habitantes, e 2.821.697 pessoas na região metropolitana, conforme dados de 2011. É sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a capital mais a ocidente do continente europeu na costa atlântica. Foi originalmente concebida pelo imperador Júlio César enquanto município romano, que acrescentou à palavra \'Olisipo\', que deu origem ao nome de Lisboa, a designação \"Felicidade Júlia\" (Felicitas Julia), em sua memória.

É um dos principais centros econômicos do continente, graças ao progresso financeiro favorecido pelo maior porto da costa atlântica da Europa e mais recentemente pelo Aeroporto Humberto Delgado, que recebe mais de 20 milhões de passageiros anualmente (2015). Conta com rede de autoestradas e um sistema de ferrovias de alta velocidade (Alfa Pendular), que liga as principais cidades portuguesas à capital. É a sétima cidade mais visitada do sul da Europa, depois de Istambul, Roma, Barcelona, Madrid, AtenasMilão, com 3,35 milhões de turistas em 2014. É a 11ª cidade turística mais popular, à frente de MadridRio de Janeiro, Berlim e Barcelona.

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Um dos locais especiais para visita é o Oceanário de Lisboa, um aquário público e instituição de pesquisa sobre Biologia marinha e Oceanografia,no Parque das Nações. Segundo maior da Península Ibérica, conta com uma extensa coleção de espécies — aves, mamíferos, peixes e outros habitantes marinhos. Com uma área total de 20 mil m², tem cerca de 7.500.000 litros de água divididos por mais de 30 aquários e oito mil organismos (entre animais e plantas) de 500 espécies diferentes.

A principal atração é o aquário central, com cinco milhões de litros, representando o Oceano Global, onde coexistem várias espécies de peixes como tubarõesbarracudasraias, atuns e pequenos peixes tropicais. Destacam-se ainda mais quatro diferentes aquários que representam, pela sua riqueza natural em termos de fauna e flora, os habitats marinhos do Atlântico Norte (costa dos Açores), do Antártico, do Pacífico temperado (costas rochosas) e do Índico tropical (recife de coral). Separados do aquário central por grandes painéis de acrílico estrategicamente colocados, cria-se a ilusão de estar perante um único aquário. Atualmente, a exposição permanente celebra a vida na Terra, com uma vasta coleção de seres vivos, evocando a complexa diversidade que habita o oceano global, e o seu papel no equilíbrio e evolução da vida no planeta.

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A Torre de Belém, na margem direita do rio Tejo, onde existiu a praia de Belém, era primitivamente cercada pelas águas em todo o seu perímetro;  ao longo dos séculos foi envolvida pela praia, até se incorporar a terra firme. O monumento é um ícone da arquitetura do reinado de dom Manuel I, de Portugal, numa síntese entre a torre de tradição medieval e o baluarte moderno, onde se dispunham peças de artilharia.

Ao longo do tempo a torre foi perdendo a sua função de defesa da barra do Tejo e, a partir da ocupação filipina, os antigos paióis deram lugar a masmorras. Nos quatro pisos da torre a Sala do Governador, a Sala dos Reis, a Sala de Audiências e a Capela, com as suas características abóbadas quinhentistas. A Torre de São Vicente (1514) pertence a uma formação de defesa da bacia do Tejo mandada erigir por dom João II de Portugal, composta a sul pela torre de São Sebastião da Caparica (1481) e a oeste pela Torre de Santo António de Cascais (1488).

O monumento destaca-se pelo nacionalismo implícito: é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitetura típica de uma época em que o país era uma potência global (a do início da Idade Moderna). Tombada como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 1983, foi eleita como uma das Sete Maravilhas de Portugal em 7 de julho de 2007.

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O Mosteiro dos Jerônimos ou Mosteiro de Santa Maria de Belém, que integra a Ordem de São Jerônimo, foi construído no século XVI. Tem, desde 2016, o Panteão Nacional. Ponto culminante da arquitetura manuelina, é o mais notável conjunto monástico português do seu tempo e uma das principais igrejas-salão da Europa. A sua construção iniciou-se, por iniciativa do rei dom Manuel I, no começo do século XVI, e se prolongou por uma centena de anos, tendo sido dirigida por um conjunto notável de arquitetos/mestres de obras, com destaque para João de Castilho.

Foi tombado, em 1907, como Monumento Nacional e, em 1983, como Patrimônio Mundial pela Unesco. Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

Ligado à Casa Real Portuguesa e à epopéia dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerônimos foi, desde muito cedo, \"interiorizado como um dos símbolos da nação\".É hoje uma das mais importantes atrações turísticas de Portugal, contando um total de 944.000 visitantes em 2015

A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, fica na Baixa, junto ao rio Tejo, na zona que abrigou o palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos e que hoje está parcialmente ocupada por alguns departamentos governamentais. É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 mil m² (180m x 200m). Já foi considerada o centro do Governo do país.

Em 1511, o rei dom Manuel I transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para o local. O Paço da Ribeira e sua biblioteca de 70 mil volumes foram destruídos pelo terremoto de 1755. Na reconstrução, coordenada por Eugênio dos Santos, a praça tornou-se em elemento fundamental dos planos do Marquês de Pombal.

Num dos edifícios da praça se encontra o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos de Fernando Pessoa. O lado sul, com as suas duas torres quadradas, está virado para o Tejo.

Foi durante muito tempo a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio, desembarcaram e foram recebidos chefes de estado e outras figuras de destaque. No centro da praça, a estátua equestre com dom José, erigida em 1775 por Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século XVIII. No lado norte da praça, encontra-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, a entrada para a Baixa.

Um tour pelas suas principais cidades

Évora

No meio da planície dourada os romanos fundaram a cidade de Évora, hoje Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Situada a 120 km de Lisboa, é conhecida como a “cidade museu” por causa dos seus monumentos que remontam à época romana. Viveu várias vidas: romana até ao século V; pertenceu depois aos visigodos até ao século VIII; aos mouros durante quatro séculos; e, finalmente, aos portugueses desde 1165. Com 40 mil habitantes, foi um importante centro no período romano, com o Templo de Diana remetendo à antiguidade. Milhares de anos antes dos romanos vencerem os celtas lusitanos, a região já era ocupada por comunidades pré-históricas, com menires (pedras movidas e colocadas de pé pelo homem), atestando a presença humana nos arredores.

A conquista árabe, a reconquista cristã e as disputas com a Espanha fazem parte da história local e explicam a existência das muralhas até hoje. Igrejas, praças, mosteiros, ruelas medievais e o casario branco adicionam charme da cidade — um verdadeiro museu a céu aberto. O centro histórico, em torno do templo romano, tem colunas coríntias do século I. Ao lado, a Catedral da Sé, dos séculos XII e XIII, onde as bandeiras da frota de Vasco da Gama foram benzidas antes da sua viagem em 1497.

Na Praça do Giraldo estão o conjunto cênico da Igreja de Santo Antão e a fonte de mármore, entre outros prédios históricos preservados. No Convento de São Francisco, construído nos séculos XV e XVI em estilo gótico-manuelino, a inusitada Capela dos Ossos, que representa a transitoriedade da vida, adornada com os ossos de cinco mil monges. Na entrada, a perturbadora placa de boas-vindas: \"Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos\".

Na mesa, as delícias típicas do Alentejo, como pratos à base do porco preto, e o reconhecido vinho regional, como Cartuxa.  Além do vinho, o azeite de oliva e o artesanato regional, com acessórios de cortiça, matéria-prima renomada da região.

Nos arredores da cidade, 95 menires da pré-história, descobertos em 1964, atestam o rico passado do Alentejo. A trilha bem sinalizada junto ao Aqueduto da Água da Prata — uma maravilha arquitetônica do século XVI —, permite conhecer a diversidade natural da região.

No roteiro, Monsaraz, cidade murada no topo de uma colina a 36 km de Évora. No século VIII, a região caiu sob domínio islâmico e, no final do século XIV, foi integrada à casa de Bragança. Após a restauração de 1640, a vila recebeu novas fortalezas e o título de \"cidadela inexpugnável\".

Santarém

Em Santarém, capital do distrito, o popular Jardim das Portas do Sol – rodeado pelas sua muralhas medievais, que oferecem vistas magníficas sobre as planícies, e o rio Tejo. Com 29.929 habitantes no seu perímetro urbano (2012), é sede de um município com 552,54 km² de área e 61.752 habitantes (2011).

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A cidade abriga várias lendas acerca da sua origem. Uma delas relaciona-se com a mitologia greco-romana e conta que o príncipe Abidis, fruto de uma relação do rei Ulisses de Ítaca com a rainha Calipso, foi abandonado pelo avô – Gorgoris, rei dos Cunetas – que o lançou às águas do Tejo, dentro de uma cesta. Como por milagre, a cesta que levava o príncipe aportou na praia de Santarém, onde uma serva o criou. Tempos depois, Abidis foi reconhecido pela sua mãe, Calipso, tornando-se legítimo herdeiro ao trono.

À cidade deu o nome Esca Abidis (“Manjar de Abidis\") e daí teria vindo o nome Escálabis. Outra das lendas mais reconhecidas pelos escalabitanos é a da Santa Iria, segundo a qual a donzela Iria foi violada, morta e atirada ao rio Tejo. O seu corpo chegou à Ribeira de Santarém e se mostrou afastando as águas à sua volta. Por este registro a donzela tornou-se Santa Iria.

Caldas da Rainha

Com 30.343 habitantes no perímetro urbano (2012), Caldas da Rainha é a segunda maior cidade do Distrito de Leiria, sede de um município com 255,69 km² de área e 51. 729 habitantes (2011). Na Praça da República, conhecida popularmente como \"Praça da Fruta\", realiza-se todos os dias, na parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário horto-frutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX. Na Estação Ferroviária, os painéis de azulejos.

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Ainda hoje Caldas da Rainha mantém como armas o brasão da rainha dona Leonor, ladeado à esquerda pelo seu próprio emblema (o camaroeiro) e à direita pelo emblema de dom João II (o pelicano). Ao manter estas armas, é das poucas povoações do país a utilizar um brasão anterior à normalização da heráldica municipal levada a cabo em meados do século XX, não estando de acordo com a legislação em vigor.

A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, também referida como Igreja Matriz das Caldas da Rainha (1500), integra o conjunto do Hospital Termal Rainha dona Leonor na freguesia. Foi classificada como Monumento Nacional em 1910 e é hoje um dos elementos patrimoniais mais significativos do município.

Figueira da Foz

Situada na foz do rio Mondego com o Oceano Atlântico, Figueira da Foz é a segunda maior cidade do distrito de Coimbra, com cerca de 28 mil habitantes. Foi conhecida como \"Rainha das Praias de Portugal\". Recentemente, o Cabo Mondego, no promontório conhecido como Serra da Boa Viagem, nos arredores da Figueira da Foz, foi declarado Monumento Natural Nacional.

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Lugar de ocupação humana muito antiga, fez parte do reino suevo, e mais tarde foi conquistada aos mouros quando da ocupação de Coimbra porFernando Magno em 1064, integrando o Reino de Leão e, como resultado, o Condado Portucalense. Conheceu um grande crescimento no devido ao movimento do porto e ao desenvolvimento da indústria de construção naval e o seu maior período de progresso foi no final do Século XIX.

Foi elevada à categoria de vila em 1771. Continuou a crescer devido à abertura de novas vias de comunicação e à afluência de visitantes. Em 20 de setembro de 1882 foi elevada a cidade. Nos finais do século XIX e início do século XX construiu-se o chamado Bairro Novo, de malha regular, onde se instalaram os hotéis, cassino, restaurantes, bares noturnos e outras atividades comerciais, como na Rua da República, que liga a zona de entrada da cidade à área mais central. Por suas condições naturais e equipamento turístico, impôs-se como estância balneária.

No sul dessa localidade, no início do século XIX, desembarcaram as tropas inglesas comandadas pelo Duque de Wellington que ajudaram o país na luta contra as invasões francesas. No final do século, Figueira da Foz era um dos principais portos portugueses envolvidos na pesca do bacalhau na Terra Nova. O cassino, inaugurado em 1884, era o mais antigo da Península Ibérica.

Em 1982, ao comemorar o Primeiro Centenário da Elevação a Cidade, foi inaugurada a Ponte Edgar Cardoso, que substituiu a ponte antiga (não permitia a passagem de embarcações), tornou-se símbolo da cidade e é considerada uma das mais bonitas e imponentes do país.

Torre do Relógio, em frente à Esplanada Silva Guimarães, é, igualmente, uma das referências da cidade, bem como o Forte de Santa Catarina e o Palácio Sotto-Mayor, que marca história numa zona mais central. No Parque das Abadias, local de lazer, realizam-se iniciativas para proporcionar momentos agradáveis aos cidadãos. Este Parque atravessa a cidade ao meio, indo desde a zona norte até o Jardim Municipal.

Porto

Segunda cidade e o quarto município mais populoso de Portugal, Porto tem 41,42 km² de área e uma população de 237.591 habitantes (2011). É a cidade que deu o nome a Portugal – (c. 200 a.C.), quando se designava Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense. É conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas pontes e arquitetura contemporânea e antiga. Foram muitas as razões para o tombamento de seu centro histórico como Patrimônio Mundial pela Unesco: a qualidade dos seus restaurantes e de sua gastronomia; a sua principal equipe de futebol, o Futebol Clube do Porto; a sua principal universidade pública: a Universidade do Porto, colocada entre as 200 melhores do Mundo e entre as 100 melhores da Europa, bem como pela qualidade dos seus centros hospitalares.

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É sede da Área Metropolitana do Porto, que agrupa 17 municípios com 1.757.413 habitantes em 1.900 km2 de área, com uma densidade populacional de 1.098 hab/km², o que torna a cidade a 13ª área urbana mais populosa da União Europeia.

Porto forma, com Vila Nova de Gaia e Matosinhos, a Frente Atlântica do Porto, núcleo populacional mais urbanizado da área. É a cidade mais importante da altamente industrializada zona litoral da região Norte, onde se localizam os mais importantes grupos econômicos do país. É a única região portuguesa que exporta mais do que importa.

No roteiro da cidade “invicta”, passa-se pela Sé e avista-se o miradouro da Serra do Pilar, a Praça da Batalha, a rua de pedestres de Santa Catarina, até a Torre dos Clérigos. Descendo a Praça da Ribeira, junto ao Cais do Rio Douro, travessia pela famosa Ponte dom Luis para Vila Nova de Gaia, para umaCave de Vinho do Porto, visita guiada com degustação.

Guimarães

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Integrante do distrito de Braga, numa das regiões mais industrializadas do País, Guimarães tem 54.097 habitantes; a área do município é de 240,95 km². É uma das mais importantes cidades históricas do país, com seu centro histórico tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, e um dos maiores pólos turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam.

A cidade soube conciliar, da melhor forma, a história e a manutenção do patrimônio com o dinamismo e empreendedorismo que caracterizam as cidades modernas. Em 2012 foi nomeada Capital Européia da Cultura e eleita pelo \"New York Times\" como um dos 41 locais a visitar em 2011, sendo considerada um dos emergentes pontos culturais da Península Ibérica. Foi ainda Cidade Européia do Desporto (CED), em 2013, distinguindo-se como a melhor CED nesse ano.

Guimarães foi designada como \"Cidade Berço\" por ter sido centro administrativo do Condado Portucalense com dom Henrique; por seu filho, domAfonso Henriques, ter nascido na cidade; e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade. Contudo, as necessidades da Reconquista e de proteção de territórios a sul levaram esse mesmo centro para Coimbra em 1129.

No roteiro, o Paço dos Duques de Bragança, a caminhada pelo centro histórico, para admirar as suas velhas muralhas, ruas estreitas, casas palacianas, o Castelo e a estátua do fundador, dom Afonso Henriques.

Braga

Cidade dos arcebispos e capital do Minho, com a Catedral mais antiga de Portugal e o Santuário do Bom Jesus, Braga, com 110.640 habitantes (2011), tem 183,4 km² de área. Em 2012 foi distinguida como Capital Européia da Juventude, pelo Fórum Europeu da Juventude, tendo desenvolvido várias iniciativas de âmbito cultural, social, político e econômico destinadas aos jovens.

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Possui uma história bi-milenar, que se iniciou na Roma Antiga, quando foi fundada em 16 a.C. como Bracara Augusta em homenagem ao imperador romano Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.).

Reorganizada no século XI, provavelmente com a nova designação de Braga, teve iniciada a construção da muralha citadina e da , por ordem do bispo, dom Pedro de Braga, sobre restos de um antigo templo romano dedicado à deusa Ísis, que mais tarde foi convertido numa igreja cristã. A cidade desenvolveu-se em torno da Sé, ficando restrita ao perímetro amuralhado. Braga, nessa altura, foi oferecida como dote, por Afonso VI de Leão e Castela, à sua filha dona Teresa, no seu casamento com dom Henrique de Borgonha. Estes últimos foram senhores da cidade entre 1096 a 1112. Em 1112, doaram a cidade aos Arcebispos. Com a elevação do bispado bracarense a arcebispado, a cidade readquiriu uma enorme importância em nível ibérico. O arcebispo Diego Gelmírez de Santiago de Compostela, com medo da ascensão da Sé de Braga, rouba as relíquias dos santos bracarenses na tentativa de diminuir a sua importância religiosa. As relíquias só retornaram a Braga na década de noventa do século XX.

Sob o reinado de dom Dinis (r. 1279–1325), requalificaram a muralha citadina e construíram a torre de menagem. Mais tarde, foram adicionadas nove torres, de planta quadrangular, à muralha existente, concluindo-se também o Castelo de Braga em torno da torre existente. No século XVI, o arcebispo de Braga, dom Diogo de Sousa, modificou a cidade profundamente, introduzindo ruas, praças, novos edifícios e provocando também o crescimento do perímetro amuralhado. Do século XVI ao XVIII, por intermédio de vários arcebispos, as construções da época medieval foram substituídos por edifícios de arquitetura religiosa.

No século XVIII, por intermédio da inspiração artística de André Soares, Braga transformou-se no símbolo barroco de Portugal. Nos fins desse século, em várias edificações, surgiu o neoclássico com Carlos Amarante. Mais uma vez, por intermédio de arcebispos, os edifícios religiosos foram alterados com a introdução do barroco e do neoclássico.

Nos cem anos que se seguiram irromperam conflitos diante das invasões francesas e lutas liberais. Em 20 de março de 1809 a cidade foi palco da Batalha do Carvalho d\'Este, vítima de vários saques realizados pelas tropas napoleônicas e reocupada em 5 de abril pelo general José António Botelho de Sousa, comandante das forças portuguesas no Minho. Em 1834, com o fim das lutas liberais, foram expulsas várias ordens religiosas de Braga, deixando o seu espólio para a cidade. Em consequência da Revolta da Maria da Fonte na Póvoa de Lanhoso, área sob jurisdição do quartel militar bracarense, a cidade foi palco de confrontos entre o povo e as autoridades. No final do século XIX, o centro da cidade deixa a área da Sé de Braga e passa para a Avenida Central. Em 1875, foram inaugurados pelo rei dom Luís a linha e estação dos comboios de Braga.

No século XX, deu-se a revolução dos transportes e das infraestruturas básicas e a reformulação da Avenida da Liberdade, de onde se destacava o Theatro Circo e os edifícios do lado nascente. O general Gomes da Costa iniciou nessa cidade a Revolução de 28 de maio de 1926. No final desse século, Braga sofreu um grande desenvolvimento e cresceu a um ritmo bastante elevado.

Coimbra

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Com 136.964 habitantes (2013) no seu perímetro urbano, Coimbra é a maior cidade da região Centro e província da Beira Litoral, que reúne cerca de 2,3 milhões de habitantes. Historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa e das maiores de Portugal, foi fundada em 1290 como Estudo Geral Português por dom Dinis em Lisboa, e depois se fixou definitivamente na cidade do Mondego em 1537. Na história recente os universitários tiveram papel importante ao defenderem os valores da liberdade e democracia frente à ditadura do Estado Novo. Uma das cidades mais antigas do país, foi a capital de Portugal antes de Lisboa, até 1255, e nela está o primeiro Panteão Nacional, o Mosteiro de Santa Cruz.

As duas margens de Coimbra são banhadas pelo rio Mondego, proveniente da Serra da Estrela. Uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestrutura, organizações e empresas instaladas, tem privilegiada posição geográfica no centro de Portugal continental, entre as cidades de Lisboa e do Porto. Ao nível de serviços oferecidos, é no ensino e nas tecnologias ligadas à saúde que consegue maior notoriedade. A população estudantil ronda os 37 mil matriculados, distribuídos no ensino superior público não politécnico, público politécnico e privado.

O feriado municipal ocorre a 4 de Julho, em memória da rainha Santa Isabel de Aragão, padroeira conhecida popularmente apenas por Rainha Santa. Foi Capital Nacional da Cultura em 2003. No dia 22 de junho de 2013, o conjunto formado pela Universidade de Coimbra, Alta e Sofia foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Suas ruelas íngremes são conhecidas como \"quebra-costas\".

Aveiro

Considerada a Veneza de Portugal e famosa pelos seus \"ovos moles\" (doces típicos), Aveiro tem 40.459 habitantes, é a terceira maior cidade do centro do país, e fica 55 km a noroeste de Coimbra.

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No final do século XVI e princípios do século XVII, a instabilidade da comunicação com o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da lagoa. Essa situação provocou uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e estiveram na base de uma grande crise econômica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filipina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.

Em 1759, dom José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado por traição, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por dom João III. Por essa razão, e a pedido de algumas pessoas notáveis da cidade, à nova cidade foi dado o nome de Nova Bragança em vez de Aveiro, por Alvará Real de 11 de abril de 1759. Com a queda do poder do Marquês de Pombal, após dona Maria I se tornar rainha em 1777, logo ela mandou voltar a cidade à sua designação anterior.

Importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico, Aveiro foi um dos principais portos envolvidos na pesca do bacalhau durante o período ditatorial.

Fátima

Fátima, com 71,29 km² de área e 11.596 habitantes (2011), pertence ao Distrito de Santarém. É simultaneamente sede de diocese com a cidade de Leiria. O nome Diocese foi atribuído pelo papa João Paulo II em 13 de maio de 1984. Única paróquia existente na cidade, tem como padroeira Nossa Senhora dos Prazeres. A freguesia da Serra, como era originalmente conhecida, fora desmembrada da Colegiada de Ourém em 1568.

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Devido ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, a cidade tornou-se um dos mais importantes destinos internacionais de turismo religioso, recebendo cerca de seis milhões de pessoas por ano.

Diz uma lenda que uma princesa moura, depois de capturada pelo exército cristão durante a Reconquista, foi dada em casamento a um conde de Ourém. Aceitando a religião cristã e batizada, recebeu o nome de Oriana em 1158. Às terras serranas, o conde deu o nome de Terras de Fátima, em memória dos seus ancestrais, e ao condado o nome de Oriana, depois chamado de Ourém.

A história de Fátima está associada a três crianças (conhecidos como \"Os Três Pastorinhos\"): Lúcia dos Santos e os seus primos, FranciscoJacinta Marto, que, em 13 de maio de 1917, enquanto pastoreavam as suas ovelhas na Cova da Iria, testemunharam a aparição de uma linda senhora vestida de branco. A Cova da Iria é o local onde se situa a Capelinha das Aparições. A Senhora, mais tarde referida como a Senhora do Rosário, foi anunciada como enviada por Deus com uma mensagem: um apelo à oração, ao sacrifício e à penitência. Ela visitou os pastorinhos, aparecendo-lhes todos os dias 13 entre os meses de maio e outubro de 1917. A última aparição ocorreu em 13 de outubro, e cerca de 70 mil peregrinos testemunharam e assistiram ao chamado Milagre do Sol. A Virgem Maria, em Fátima, levou uma mensagem de apelo à oração constante e pedindo aos pastorinhos que anunciassem a todos a necessidade de rezar o Terço todos os dias, pela conversão dos pecadores, pela conversão da Rússia e pelo Papa. Nossa Senhora revelou-lhes, ainda, o chamado \"Segredo de Fátima\", dividido em três partes: a visão do inferno onde os pecadores caíam pela sua falta de fé; o anúncio do começo de uma nova guerra mundial (Segunda Guerra Mundial); e a terceira parte foi escrita pela Irmã Lúcia em 1944. No dia 13 de maio de 2000, durante a sua visita a Portugal, o papa João Paulo II, por meio do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano, divulgou parte do conteúdo da terceira parte do Segredo.

Lúcia tornou-se freira de clausura monástica da Ordem das Carmelitas Descalças e recebera, em criança, três visitas de um anjo em conjunto com os primos. Entre abril e outubro de 1916, o chamado Anjo de Portugal (ou Anjo da Paz) convidou-os a rezar e apelou à penitência. O anjo visitou-os duas vezes na Loca do Cabeço (no lugar dos Valinhos) e uma vez ao pé do poço no jardim da casa dos pais de Lúcia. Jacinta morreu em 1919, no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, e Francisco Marto morreu em 1920, em casa, de pneumonia (entre 1918-1920). Foram beatificados, no dia 13 de maio de 2000, pelo papa João Paulo II. Lúcia viveu até 2005, tendo falecido no Carmelo de Coimbra.

Para marcar o sítio das aparições, foi construído um arco de madeira com uma cruz na Cova da Iria. Os religiosos começaram a viajar em peregrinação ao sítio das aparições. Em agosto de 1918, com donativos dos peregrinos, construiu-se uma capela pequena, com pedra calcária e argila, com apenas 3,3 metros de comprimento por 2,8 metros de largura e 2,85 metros de altura. A Cova da Iria rapidamente se tornou um importante centro de culto mariano.

Ao longo dos anos, com a consolidação do santuário como um importante centro de culto mariano e com a crescente atenção dada por papas e outros prelados à Mensagem de Fátima, as peregrinações, procissões e orações no local cresceram enormemente, atraindo grandes multidões de todo o mundo. Em 2015, o santuário acolheu 6,6 milhões de visitantes nas 9.948 celebrações realizadas ao longo do ano, com a maior afluência de peregrinos ocorrendo no mês de maio.

Fátima foi elevada de vila à categoria de cidade a 12 de julho de 1997. Atualmente, existem milhares de peregrinações anuais, vindas de várias regiões de Portugal e do exterior. É, anualmente, a cidade anfitriã da Corrida e Caminhada pela Paz.

Castelo dos Templários

O Castelo de Tomar, na freguesia de São João Baptista, cidade de Tomardistrito de Santarém, forma o grande conjunto arquitetônico do Convento de Cristo. Castelo templário na margem direita do rio Nabão, integrou, à época da Reconquista, a chamada Linha do Tejo, juntamente com outros na região que acompanham o estilo: os de Almourol, Idanha, Monsanto, Pombal e Zêzere.

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Afirmando-se imperativa a operação de uma fortificação destinada a complementar a linha defensiva do acesso por Santarém à então capital, Coimbra, ao fim de um ano no arruinado Castelo de Cera, o mestre da Ordem dos Templários em Portugal, dom Gualdim Pais, filho de Paio Ramires, decidiu pela construção de um novo castelo, em local mais adequado, e que viria a tornar-se a sede da Ordem no país.

Alguns estudiosos afirmam que o novo sítio, em um outeiro à margem direita do rio Tomar (atual Nabão), dominando uma planície, era estrategicamente mais vantajoso. Outros argumentam que o sítio foi escolhido considerando a sua posição na linha que, em relação ao Meridiano de Paris, forma um ângulo de 34°, comum nos projetos arquitetônicos da Ordem, correspondente à diagonal da relação de 2/3 observada na constelação de Gêmeos, um dos símbolos Templários.

A construção do Castelo de Tomar começou em 1º de março de 1160, conforme inscrição epigráfica em seus muros. Na época, iniciou-se a construção da Charola, posteriormente adaptada a Capela-mor, uma das edificações templárias mais importantes no Ocidente.

Diante do compromisso de promover o povoamento da região, dom Gualdim Pais concedeu a primeira carta real ao termo de Tomar em 1162, documento posteriormente confirmado em 1174. Em 1165, a Ordem recebeu ainda os domínios de Idanha e de Monsanto, sendo-lhe prometido, em 1169, um terço das terras que viessem a conquistar ao Sul do rio Tejo. No ano seguinte, a chamada Linha do Tejo era reforçada com a construção do Castelo de Almourol.

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Duas décadas mais tarde, sob o reinado de dom  Sancho I (1185-1211), a contra-ofensiva do Califado Almóada de 1190 sob o comando do califa Abu Yusuf Ya\'qub al-Mansur, após reconquistar o Castelo de Silves e o Algarve, avançou para o Norte, conquistando, sucessivamente, os castelos de Alcácer do SalPalmela e Almada (1190-1191). Transpôs em seguida a Linha do Tejo, cercando Santarém, destruindo Torres Novas e Abrantes até alcançar Tomar, que, sob sucessivos assaltos, resistiu durante seis dias defendida pelos templários, quebrando o ímpeto do invasor. Nesta ocasião, os mouros forçaram a porta do Sul e penetraram na cerca exterior. A defesa dos templários foi de tal forma encarniçado que a porta de assalto ficou conhecida como Porta do Sangue.

Diante da extinção da Ordem pelo papa Clemente V (1312), o rei dom Dinis (1279-1325) acautelou a posse dos bens dela no reino. Para melhor administrá-los, criou a Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (1321), inicialmente com sede em Castro Marim, no Algarve, transferindo-lhe o patrimônio da antiga Ordem. Poucos anos mais tarde, entretanto, a sede da nova ordem foi transferida para Tomar (c. 1338).

Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: \"Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici\"), conhecida como Cavaleiros TempláriosOrdem  do Templo (em francêsOrdre du Temple ou Templiers) ou simplesmente como Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria. A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada ao final da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.

Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges, usavam mantos brancos com a característica cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local onde originalmente se estabeleceram (o monte do Templo em Jerusalém, onde existira o Templo de Salomão, e onde se ergue a atual Mesquita de Al-Aqsa) e do voto de pobreza e da fé em Cristo denominaram-se \"Pobres Cavaleiros de   Cristo e do Templo de Salomão\".

O sucesso dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores acerca da cerimônia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o rei Filipe IV de França - conhecido como Felipe, o Belo - profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem na França foram detidos e queimados publicamente. Em 1312, o papa Clemente a dissolveu. O súbito desaparecimento da maior parte da sua infraestrutura européia deu origem a especulações e lendas, que mantêm o nome dos templários vivo nos dias atuais.

infante dom Henrique, na qualidade de Governador da Ordem de Cristo, teve residência no Castelo de Tomar. Posteriormente, o castelo foi objeto da atenção de dom Manuel (1495-1521) e de dom João III (1521-1557) com obras de restauração e reforço, quando foi ampliado o Convento de Cristo. A população intra-muros foi obrigada a transferir-se para a vila, junto ao rio (1499); posteriormente, na primeira metade do século XVI, os Paços da Rainha foram ampliados, desenvolvendo-se as obras no sentido setentrional, entre a Charola e a Alcáçova.

Alcobaça

Localizada a 92 km a norte de Lisboa e 88 km a sudoeste de Coimbra, Alcobaça cresceu nos vales dos rios Alcoa e Baça, tem cerca de sete mil habitantes em seu núcleo central e foi elevada a cidade em 1995. Foi habitada pelos romanos, mas a denominação ficou-lhe dos árabes, cuja ocupação denota uma era de progresso. Tinha acesso ao mar, formava a grande Lagoa da Pederneira, atingia Cós e permitia navegarem as embarcações que transportavam os frutos deliciosos produzidos na região graças à técnica introduzida pelos monges de Cister.

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Afonso Henriques doou aos monges, em 8 de abril de 1153, as terras de Alcobaça, com a obrigação de prepará-las; as doações feitas ao longo dos diversos reinados vieram a constituir um vastíssimo território - os Coutos de Alcobaça - que ia desde São Pedro de Moel a São Martinho do Porto e de Aljubarrota a Alvorninha. O território atingiu seu maior espaço no reinado de dom Fernando I. Eles chegaram a ser senhores de 14 vilas, das quais quatro eram portos de mar: AlfeizerãoSão Martinho do Porto, PederneiraParedes da Vitória. Afora a atividade religiosa e cultural eles tiveram aulas públicas desde 1269 e nelas, além de Humanidades, LógicaTeologia, ensinaram técnicas agrícolas: desenvolveram ação colonizadora notável, colocando em prática inovações agrícolas experimentadas noutros mosteiros e graças às quais prepararam as terras, introduziram culturas adequadas a cada terreno e organizaram quintas, a que chamavam granjas. Criaram praticamente do nada uma região agrícola que se manteve até os dias atuais como uma das mais produtivas de Portugal.

O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça ou simplesmente Mosteiro de Alcobaça, foi a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Sua construção iniciou-se em 1178 pelos monges de Cister. Foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco e como Monumento Nacional desde 1910. Em julho de 2007, foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Em 1834 os monges foram forçados a abandonar o mosteiro, na sequência do decreto de supressão de todas as ordens religiosas de Portugal, promulgado por Joaquim António de Aguiar, ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça do governo da regência de dom Pedro, duque de Bragança. Guarda os mais belos túmulos medievais  feitos em Portugal, como os de Inês de Castro e de dom Pedro I.

Óbidos

Vila portuguesa do distrito de Leiria, com cerca de 2.200 habitantes, Óbidos faz parte da Região de Turismo do Oeste. É sede de município com 141,55 km² de área e em 11 de dezembro de 2015 a Unesco a tombou como Cidade Literária, como parte do programa Rede de Cidades Criativas.

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A cidade foi conquistada dos mouros em 1148, recebeu a primeira carta real em 1195, sob o reinado de dom Sancho I, e fez parte do dote de numerosas rainhas de PortugalUrraca de Castela, mulher de dom Afonso II; rainha Santa Isabel, mulher de dom Dinis; Filipa de Lencastre, mulher de domJoão I; Leonor de Aragão, mulher de dom Duarte; e Leonor de Portugal, mulher de dom João II, entre outras.

Em 1527, viviam 161 habitantes na vila, o que corresponderia a 1/10 da população do município. A área amuralhada era já nessa época idêntica à atual, de 14,5 ha.

Foi de Óbidos que nasceu o concelho das Caldas da Rainha, anteriormente chamado de Caldas de Óbidos; a mudança do determinativo deveu-se às temporadas que ali passou a rainha dona Leonor.

Em 2015, as Muralhas da Vila de Óbidos integraram o projeto \"Maravilhas de Portugal\", uma iniciativa da Direção-Geral do Patrimônio Cultural e da multinacional Google, que permite ver ao detalhe, numa visita a 360 graus, 57 monumentos disponíveis \'on line\' a partir das páginas da Google ou da Google Maps.

Óbidos se transforma no período natalino. Nos últimos anos, torna-se \"Vila Natal\", um local místico que encanta pela beleza e diversão que proporciona. Tem, ainda, outros eventos, como a Feira Medieval, onde o castelo regressa às suas origens medievais e se pode experimentar o que era viver nessa época; e o Festival do Chocolate, que desperta muito interesse nos turistas, com esculturas de chocolate de tamanho real; as crianças podem participar em workshops e fazer os seus próprios chocolates.

One thought on “Viagem por Portugal

  1. Jales, terminei de ler seu post. Além da alegria de ter compartilhado com você e Heloisa essa bela viagem, compartilho meu sentimento, pós leitura: viajei de novo. Obrigada. Sugiro o envio do texto para a Glamour repassar aos companheiros de viagem, inclusive para a Isabel, carinhosamente e acertadamente, apelidada por você de “guia espiritual” (rsrsrsrs). Até à próxima viagem !

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