Edwardes e Terezinha em frente ao Palácio de Buckingham, em Londres

Costureira desde jovem, quando aprendeu aos 13 anos o ofício de criar e produzir peças de vestuário, trabalhou muito depois do casamento e para grandes marcas, como a Pit Bull Jeans, e teve sua própria confecção de roupas finas, Terezinha Nunes da Silva, goianiense, chegou aos 63 anos num ritmo mais tranquilo. Não trabalha mais para fora. Nos planos, acrescentar o sobrenome do pai, Naves, que gosta muito, e viajar mais. Já fica pouco na cidade em que mora desde 2011, Campinas, SP, quando finalmente se uniu ao primo Edwardes Naves Rocha, depois de muitos desencontros, desde quando se conheceram, época em que era solteira.

Terezinha teve um casal de filhos quando se casou aos 20 anos, em 1982, com Jair Mariano Machado, com quem conviveu sete anos; no ano seguinte ao casamento nasceu a primeira filha, Jennifer, que estudou, fez o curso de Ciências Contábeis no Centro Universitário Alves Faria, em Goiânia, casou-se, e teve o primeiro filho em 2007, Gabriel.

Como sua primogênita se mudou para Manchester, na Inglaterra, em 2019, Terezinha já esteve nesse país, e vai voltar novamente. Na semana passada esteve em Goiânia, para visitar o filho Jonathan e rever o primeiro bisneto, Benício, que nasceu em 2024.

Agora, vai se dedicar a conhecer mais a família que tanto admira. Ligou na Editora Naves e adquiriu os dois livros lançados: “A história da família Naves no Brasil”, das professoras Maria Helena Fernandes Cardoso e Vicentina Naves Fernandes, e “Árvore genealógica da família Naves brasileira”, do pesquisador Nilson N. Naves, ambos com a participação do jornalista Jales Naves. “Quero saber o que aconteceu nesses 350 anos em que estamos no Brasil, desde a época em que era Colônia de Portugal”.

O casal com a filha, o genro e os netos com as estátuas do The Beatles ao fundo

Caminhada

Oitava dos 11 filhos do casal Amador Naves da Silva e Antônia Nunes de Morais Silva, Terezinha nasceu em setembro de 1962 na região de Campo Limpo e foi registrada em Goiânia. “Família simples, muito honesta, trabalhadora e cheia de alegrias. Eu e meus irmãos tivemos muito carinho e orgulho de nossos pais”, disse. “Nasci e cresci na zona rural; fiz só o primário. Meu sonho era continuar os estudos, mas meu pai não deixou ficar na casa de uma tia em Goiânia, porque precisava ajudar a minha mãe nos afazeres de casa”. Nesse meio tempo fez o curso de corte e costura; as irmãs mais velhas já trabalhavam fora, em casas de família. Chegou a ter sociedade com a irmã mais velha, Maria, que era sua madrinha.

Em 1980, com o pai, foi passear na casa do tio Geraldo Naves, em Campinas, onde conheceu Edwardes, que também era sobrinho dele, por ser a mãe irmã da esposa desse tio. O pai retornou e ela ficou mais um mês na casa do parente. “Meus primos convidaram Edwardes para irem ao baile, quando ele quis namorar comigo, mas não nos acertamos na época”, afirmou. Ele não se casou e teve um filho em 1983, Guilherme Daniel Marques Rocha, que fez o Curso de Matemática na Universidade Estadual de Campinas e hoje, empresário, é sócio do pai no mercadinho que mantém há mais de 30 anos.

Terezinha tinha um namorado em Goiânia, voltou, casou-se nesse ano com ele, Jair, logo engravidou e teve a filha, no final de 1983; o segundo filho, Jonathan, nasceu em 1986.

O casamento durou sete anos, separaram-se por problemas de infidelidade e bebidas, retornaram depois de dois anos, ficaram juntos mais um ano e não deu certo, pois as dificuldades se repetiram. Como tinha curso de costureira, começou a trabalhar fora; e se organizou para cuidar dos filhos,  “ser pai e mãe, para dar o melhor para eles. Nunca tive ajuda do pai deles”.

Depois de 15 anos voltou a Campinas, reencontrou Edwardes, que continuava solteiro, se viram em outra oportunidade, após oito anos e ele na mesma solteirice. Numa terceira ocasião, transcorridos mais seis anos, ela esteve novamente nessa cidade paulista, quando finalmente decidiram ficar juntos. Foi preciso o primo comum, Eurípedes, fazer o papel de cupido para a história ter um final feliz, passados 30 anos, entre idas e vindas.

Filhos

Terezinha teve o casal de filhos bem jovem. Jennifer chegou quando ela tinha 21 anos, e Jonathan, três anos depois.

Jennifer Nunes Machado casou-se com Cláudio Robson Gonçalves de Oliveira, que era assistente administrativo, e igualmente tiveram um casal de filhos; a mais nova, Júlia, nasceu em 2009. Os quatro continuam na Inglaterra, os filhos já no colegial, Gabriel pensando no curso de finanças e Julia no Curso de Saúde e Socialização. Cláudio Robson trabalhou inicialmente com entregas, depois em confeitaria e atualmente é chefe de manutenção predial. Jennifer é autônoma.

Técnico de cabeamento em telecomunicação e em montagem de ‘data center’, Jonathan Nunes Machado (foto) casou-se com Carla Henrique Brito, corretora de imóveis, e eles têm cinco filhos, todos com nome composto e começando com a letra K: Ketllen Camile, Kleslley Kauã, Karry Yasmin, Kevin Kauê e Kauanny Vitorya.

Ketllen Camile, que trabalha de auxiliar em escritório de Advocacia, casou-se com Aurélio Ferreira Teixeira, operador de empilhadeira, e eles têm um filho, Benício. Kleslley Kauã é auxiliar de produção na Softy; e Karry Yasmin, cuidadora de idosos, está grávida de seu primeiro filho, com Rômulo Magalhães, que tem salão de beleza.

Passados 15 anos, Terezinha e Edwardes continuam juntos, e felizes.

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