Ao lado do prefeito Francisco Fernandes, o vereador Rubens Moreira entrega o diploma a Sevan Naves, sob o olhar de Ana Maria e do vereador Reinaldo de Siqueira 

Empreendedor e investindo na economia local, para ativá-la e criar maior geração de riquezas, o geólogo e empresário Sevan Naves voltou a reafirmar seu estilo de trabalho, liberal, de rápida resposta às demandas da sociedade. Ao agradecer a iniciativa espontânea do vereador Hércules Pereira de Siqueira, com o apoio unânime de seus colegas da Câmara de Corumbá de Goiás, de lhe conceder a maior honraria do Município, o título de cidadania corumbaense, disse da importância da união entre o Setor Público e a iniciativa privada pelo desenvolvimento regional.

Sevan ressaltou a excelente receptividade que recebe desde que está na cidade, no propósito de ativar uma adormecida riqueza vital à sociedade moderna, que é a energia, e principalmente na emblemática usina Izidoro. Como explicou, a pequena hidrelétrica é a melhor e mais recomendada forma de geração de energia permanente, menos poluente, mais limpa, mais barata, mais abundante no Brasil e mais próxima do consumidor. Esclareceu ainda que, para se ter uma ideia desse significado, os Estados Unidos aproveitam 90% de seu bem estudado potencial hidrelétrico, enquanto no Brasil não se conhece nem 20% dessa possibilidade de geração energética.

Solenidade

Na solenidade de entrega do diploma, na sexta-feira, dia 12, na sede do Legislativo, o presidente Rubens José Moreira destacou a unanimidade da decisão dos vereadores na concessão da honraria, elogiou a opção do empresário por investir no município e resgatar um bem de valor histórico e econômico. Hércules apresentou o homenageado, sua história e sua vontade em servir à sociedade, investindo na economia local, quando poderia estar noutra região. Assinaram a propositura, além de Hércules e Rubens José, todos os demais vereadores: César Leite da Conceição, Eliel Martins de Oliveira, José Carlos Coelho da Silva, Lívia Siqueira de Morais, Paula Gardenia Dias Fernandes, Reinaldo Belchior de Siqueira e Sebastiana das Dores de Siqueira, que aplaudiram a iniciativa de Sevan, sua interação com a sociedade corumbaense e os resultados já positivos da ativação da usina Izidoro.

Presente à cerimônia, o prefeito Francisco Alessandro Fernandes, conhecido como Chico Vaca, deu as boas-vindas ao novo cidadão corumbaense, enalteceu sua visão empreendedora, sua decisão de investir na cidade e numa atividade de grande importância para todos.

Oportunidades e belezas

Ao agradecer a atenção e o apoio de todos ao seu projeto, Sevan lembrou que Corumbá de Goiás tem forte e decisiva participação na formação da sociedade goiana, notadamente no empreendedorismo, na religiosidade, nos costumes e na cultura. “Desde os primórdios da mineração de ouro, em suas ricas drenagens, com a sua estratégica localização geográfica na região central do Brasil posicionou Corumbá em suma importância”, afirmou. Dessa forma, “bem servia e apoiava, suportando, com víveres e materiais, os viajantes e desbravadores abridores de caminhos e destinos ao centro-oeste e ao norte do país”.

Dentre os viajantes, diante de tantas oportunidades e belezas cênicas, muitos resolveram se estabelecer na região. “Acredito que a beleza do cerrado e de suas abundantes águas, clima regular e previsível, temperaturas amenas, altas altitudes, com belas cachoeiras, fizeram o ambiente propício ao florescimento, como os excelentes escritores José J. Veiga e Bernardo Élis, este o único goiano a ocupar cadeira na Academia Brasileira de Letras”.

“O Salto de Corumbá é considerado uma das mais belas cachoeiras do mundo”, afirmou. “E o clima se mostrou favorável para culturas exóticas, como vinhedos, atraindo bons produtores de vinho, e agronegócio”.

Citou como maior exemplo de empreendedorismo o pitoresco e emblemático episódio do minerador francês Alfred d’Arena. “No final do século XIX ele desviou o rio Corumbá, num canal de 20 km, da cachoeira do Salto até a Lavra do Abade, na cabeceira do rio das Almas, instalando, então, moderno desmonte hidráulico, na promissora mineração de ouro”.

Esse empreendedor francês – conforme frisou – criou visionariamente uma empresa com 300 sócios investidores. Só que a mina foi tristemente destruída por conflitos interesseiros.

Usina Velha

         A Central Geradora Hidrelétrica Izidoro, conhecida como Usina Velha, construída de 1949 a 1951 – como disse – foi um marco importante no processo de modernização regional, dando suporte energético ao crescimento de Anápolis, Pirenópolis, Abadiânia e Corumbá de Goiás, e na instalação de grandes indústrias, como a fábrica de cimento em Cocalzinho.

Com a instalação de grandes hidrelétricas em Goiás, o sistema interligado, notadamente à UHE de Cachoeira Dourada, com tensão de linha diferente, em meados dos anos 1970, inviabilizou e arrefeceu as pequenas hidrelétricas, dentre elas Izidoro.

Já no início deste século, com a forte e crescente demanda energética e as dificuldades do Governo em continuar a investir na geração de energia, o setor público reabriu esse setor à iniciativa privada com incentivos viabilizadores de tais investimentos.

Justamente 70 anos após sua paralisação e com a experiência pioneira de ter implantado uma das primeiras pequenas hidrelétricas do país, nesta abertura governamental, a PCH Mosquitão, em Iporá, no oeste goiano, “resolvemos encarar o desafio de reativação da CGH Izidoro”.

Projeto desafiador

Sevan Naves explicou que, após estudos geológicos de detalhe, com geofísica aplicada, hidrologia, hidrogeologia, conseguiu-se um projeto exequível. “Contando com engenharia de ponta, lastreados em dados consistentes, inclusive dados históricos de geração, pudemos quadruplicar a capacidade de geração de energia da renovada usina, em conceito moderno e aprovação ambiental e energética”.

No projeto de restauração e ativação da Usina Izidoro prevaleceu apenas a antiga arquitetura e estrutura física, no conceito da engenharia da época dos anos 1950. “Foi realmente um projeto desafiador, que exigiu muitos estudos e esforços, precisamente no máximo de modernidade com a preservação da estrutura arquitetônica”, afirmou, acrescentando um detalhe significativo: todos os equipamentos comprados são nacionais.

“Foi uma peripécia hercúlea e maluca, não recomendada nos livros acadêmicos”, destacou, para complementar: “Quebrar a rocha duríssima, de quartzo puro, fazendo uma delicada implosão, após todas as infrutíferas e caras tentativas, exigiu muito deste experimentado geólogo. Mesmo assim, valeu muito a pena!”.

Ao final, recuperou e valorizou um patrimônio que estava abandonado e depredado. “Sevan mexeu com o imaginário da sociedade corumbaense, um sonho de todos, de resgatar um bem histórico e social, que todos desejavam. Não tivemos a iniciativa e foi justamente uma pessoa de fora, com visão empreendedora, que nos presenteia com a recuperação dessa bela obra”, destacou, agradecida, a vereadora Paula Gardenia Fernandes.

Sevan com seus familiares presentes

https://aredacao.com.br/empresario-sevan-naves-defende-uniao-de-empresarios-e-governo-para-atender-demandas-da-populacao/

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