Pioneiro, coordenou as primeiras eleições municipais e fez primeiro recenseamento

Tranqüilo e despreocupado, atitudes constantes em seus 86 anos bem vividos, Osório Carlos da Silva, um dos pioneiros da construção de Goiânia, lamentou não ter guardado os documentos que trabalhou naquela época e que são representativos para se conhecer melhor a história da nova Capital goiana. Ele, que desempenhou, dentre outras funções de relevância, a coordenação das primeiras eleições municipais e do primeiro recenseamento – tarefas que executou percorrendo a cavalo os longos e difíceis caminhos do novo município –, não pensou que o tempo viesse lhe cobrar a sua participação histórica, deixando de avaliar a importância do material que teve em mãos e mesmo de guardá-lo. Aliás, uma característica do brasileiro, que não é muito apegado a juntar papéis com fins de documentação.

Osório Carlos da Silva, em foto de 1978

Um dos participantes da política naquele período, transferiu-se em 1939, como Sub-Prefeito, para Trindade, onde mais tarde teve algumas desilusões com os dirigentes partidários do situacionismo de então, chegando a fundar e militar no partido de oposição no município. Nos anos seguintes, ocupou o cargo de Promotor de Justiça, comissionado, em várias cidades do interior goiano, vindo a se radicar definitivamente, a partir de 1959, em Trindade, onde, por bom tempo, era o mais antigo morador da cidade, e ali viveu modesta e pacatamente. Faleceu aos 86 anos, em 1984.

TEMPOS DIFÍCEIS, NO INÍCIO

Os primeiros tempos foram difíceis. Mineiro da antiga Vila Platina, hoje Ituiutaba, onde nasceu às 9 horas de um sábado, 18 de março de 1898, Osório Carlos da Silva, ficando órfão de pai, Laurindo Camargo da Silva, veio com a mãe, Maria Luiza de Jesus, numa caravana, para Goiás, quando tinha 13 dias de nascido, fixando-se primeiro na antiga currutela de Ribeirão, hoje Guapó. Sua mãe se casou com Teodoro Moizés da Silva, mudaram para uma fazenda às margens do córrego Moraes, ali ficando algum tempo, de onde seguiram para a fazenda de Germano dos Santos Soares, agora patrimônio de Santa Maria, distrito de Barro Preto (hoje Trindade), que pertencia ao município de Campinas. Seu padrasto Teodoro gostava de pagodes e, num deles, já ao amanhecer, chamou Vitalino, e com ele aplicou uma surra em Berto, que trabalhava numa fazenda próximo; Berto, encontrando uma faca, investiu contra Teodoro e o cortou; com isto, os dois surraram o peão até a morte. Foram denunciados ao inspetor de quarteirão Joaquim Alves Fortes, que imediatamente prendeu-os e os enviou ao subdelegado de polícia José Antônio Gouvêa, que os encaminhou a Bela Vista, que tinha jurisdição sobre Campinas; Vitalino foi absolvido e Teodoro condenado a 30 anos de prisão, tendo sido escoltado, a pé, para Goiás, onde cumpriria a pena. Osório e sua mãe o acompanharam até perto de Campinas, onde ficaram algum tempo, retornando em seguida para Trindade.

Os tempos continuaram difíceis, pois, menino ainda, teve que assumir responsabilidade de adulto, trabalhar para sustentar a família; os trabalhos foram os mais diversos, desde carregador de lenha, guia de bois – para o carreiro João Furtado de Santana, ganhando 200 réis por dia –, na lavoura – para Balduino Nogueira Costa na “Fazendinha”, tendo que acordar de madrugada para enfrentar a pé os seis quilômetros entre sua casa e a sede da fazenda -, e, mais tarde, servente na construção da atual igreja do Divino Pai Eterno, isto já em 1911.

DESDE CEDO, NO SERVIÇO PÚBLICO

As distâncias eram longas, e os caminhos difíceis. Como a viagem que fez em 1912, com o coronel Anacleto Gonçalves de Almeida, a Goiás, então Capital do Estado, passando por Alemão, hoje Palmeiras de Goiás, Anicuns e parando em Quinta do coronel Eugênio Jardim, para então alcançar a antiga Vila Boa. O percurso todo foi feito, todo, a cavalo. Daí por diante realizou diversos pequenos trabalhos até 1915, quando foi designado, aos 17 anos de idade, Secretário de Sub-Prefeitura de Trindade; na época não existia o cargo de Sub-Prefeito dos distritos e sim Procurador Fiscal, para o qual foi designado pelo interventor municipal Joaquim Lúcio Tavares, de Campinas, para substituir o procurador Tobias Lourenço de Carvalho, que havia falecido, ali permanecendo até 1919.

Maria Luíza de Jesus, mãe de Osório

Em 7 de dezembro de 1916 casou-se com Maria de Araújo Oliveira; em 1920, com família (já tinha dois filhos, José Heinzelman e Eliza), foi participar da festa de Nazário, onde ajudava Irineo Antônio Martins em sua casa comercial, quando chegaram Chiquinho de Azevedo e João Cardosinho, que o convidaram para ir a Anicuns, ser escrivão. Lá existia apenas uma casa de comércio, mas resolveu aceitar, seguindo no dia seguinte, já nomeado Escrivão de Órfãos, acumulando o Cartório do 2º Ofício; mesmo só com um ano de estudos, foi convidado e aceitou lecionar na Escola Municipal, que não dispunha de Professor. Ali, no fim do ano, preparou os processos para o júri, que foi presidido pelo juiz de Direito da Capital, Mário de Alencastro Caiado, que trouxe em sua companhia o advogado Clóvis Roberto Esselin, recém-formado, para a defesa dos réus. Entusiasmado com o seu trabalho, o Juiz o convidou para se mudar para Goiás, prometendo-lhe um bom emprego; mas não pôde aceitar, retornando para Trindade com Nicolau Silva Santos, seu concunhado.

Em janeiro de 1921 foi nomeado Fiscal Municipal pelo intendente Anacleto Gonçalves de Almeida – que foi o primeiro prefeito de Trindade –, exercendo o cargo por alguns meses, deixando-o pelo de Escrevente Compromissado do Cartório do 1º Ofício, que tinha como titular Juventino de Souza – nomeado pelo primeiro juiz municipal de Trindade, Baldomero Fernandes –, trabalhando até 1923. Logo após foi nomeado Secretário do prefeito Tebúrcio José do Carmo e, depois, do prefeito João Pereira da Silva (João Braz), para em seguida ser designado Oficial do Registro Civil, cargo que exerceu até 1930, época em que foi nomeado Escrivão de Órfãos e seus Anexos.

Em 1923, já com três filhos – José Heinzelman, Eliza e Maria Luíza –, perdeu a mulher Maria de Araújo Oliveira. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com Ana de Lourdes Melo, com quem teve oito filhos – Walter, Geraldo, Maria Madalena, Maria Augusta, João Dário, Sebastiana, Aparecida e Carlos.

“A GRANDE HONRA”

Com o triunfo de Revolução de 1930 foram trocadas todas as autoridades, suprimida a comarca de Divinópolis (Trindade) e criada uma comissão de sindicância para ouvir todos os antigos chefes, sendo designados juiz municipal, Leão Barbosa, e delegado de polícia, Celestino José do Carmo. Naqueles dias, com Trindade já sob a guarda do Exército e tendo sido preso seu cunhado Carlos Batista Ribeiro, para quem foi requerido “habeas-corpus”, como Escrivão teve que levar o alvará de soltura, quando o Delegado lhe fez ameaças, só cumprindo a determinação de liberar Carlos por interferência do Juiz. Mais tarde, o Juiz e o Delegado tentaram se apossar dos bens de Antônio Batista e João Braz, que foram chefes em Trindade; como estes teriam que depor perante a comissão de sindicância na Capital, levaram Osório e Moizés Jacintho de Lemos, genro de Antônio Furtado de Mendonça, como testemunhas de defesa. Seguiram num Fordinho e, lá, Osório cobrou do juiz Mário de Alencastro Caiado, então membro da Junta Governativa do Estado, a promessa de ajuda; Mário depois de ouvir o que acontecia em Trindade, e acompanhado de Domingos Neto de Velasco, resolveu interceder, acabando por substituir o Juiz e o Delegado, por solicitação de Osório, e ainda aceitando os nomes por ele indicados: Salvino Vaz da Silva para juiz e Adjunto Rodrigues Vaz para delegado. Logo após, Mário mandou dispensar os depoimentos de Antônio Batista e João Braz, nomeando em seguida os novos Juiz e Delegado de Polícia, num ato que qualificou de grande honra, do qual ele não se esquece, chegando mesmo, por isso, a considerar que o juiz Mário Caiado foi “o maior homem público que já vi”.

Nomeação de Osório para recenseador

Em 1932 deixou o Cartório e se transferiu para São Geraldo (hoje Goianira), onde morava sua mãe Maria Luiza de Jesus, já casada com Francisco de Paula Ramos (Chico Rosa). Ali, notando a dificuldade para o sepultamento de uma pessoa, resolveu construir um cemitério; primeiro, conseguiu um terreno com Gregório, genro de Maria Gregória, e, com a ajuda de alguns fazendeiros e dos padres redentoristas de Campinas, juntou 200 réis e realizou a obra. Antes de sua conclusão, foi convidado por Licardino de Oliveira Ney para ocupar o cargo de Sub-Promotor de Justiça de Campinas – ganhando 300 mil réis, na ocasião “um bom salário”-, para o qual foi nomeado pelo interventor do Estado, Pedro Ludovico Teixeira, assumindo-o em 1933. Verificando o desenvolvimento do povoado de São Geraldo, começou a lutar pela criação do Distrito, fazendo o anteprojeto e reunindo os vereadores, que o aprovaram. Sancionada a lei, levou o prefeito Licardino de Oliveira Ney a São Geraldo, para a instalação do Distrito e criando o Cartório Distrital, entregue a Calimério Bretas, mais tarde substituído por José Rodrigues Naves Júnior.

VENDO NASCER GOIÂNIA

Mudou-se para Campinas, onde ajudava na Secretaria da Prefeitura, sendo designado pelo Prefeito como Procurador do Município. Nesses tempos começa a movimentação pela mudança da Capital, “com o interventor Pedro Ludovico escolhendo Campinas e lutando contra as maiores dificuldades que seus inimigos políticos lhe antepunham. Mas, corajoso e seguro, com o apoio do Governo Federal, de alguns líderes que acreditavam no empreendimento e um pouco de dinheiro, porém com muita força de vontade, conseguiu ir implantando a nova Capital goiana”. Lembra-se do primeiro prédio construído, o do Centro de Saúde que ficava na Avenida Araguaia esquina com a Rua 3, que servia de residência, e outro na Anhanguera, construídos pelo fazendeiro Quincas Cândido. Lá foi instalada a Prefeitura; em seguida, surgiu o prédio da Rua 20, que serviu como Palácio provisório.

Nos tempos de mudança viveu-se um clima de tensões, de muita movimentação, de muito trabalho. Tão logo foi escolhido o local para a construção do Palácio e lançada a pedra fundamental, em 1933, tiveram início várias construções, a maioria muito simples, de tijolos, barracões, ao mesmo tempo em que foram se formando as primeiras ruas e avenidas. Como era grande o movimento, Osório e o fiscal da Prefeitura, Francisco Ferreira Leão (Chico do Ó), fizeram o alinhamento das vias públicas; foi regularizada a área que vai da Rua Laranjeiras à Avenida Mato Grosso, e da Rua Bela Vista à Rua Catalão. Ele se recorda que Pedro Ludovico vinha sempre ver o andamento das construções; chegava cedo em Campinas, hospedava-se no Palace Hotel, na Praça Joaquim Lúcio, de propriedade de Raul Naves; saía cedo de Goiás, “debaixo de injúrias e cartas anônimas para que não mudasse a Capital, e ele, sempre animado e determinado, visitava todas as obras”.

Um dia, quando já estavam construídos os barracões de tábuas junto às obras, ele se lembra de um episódio causado pelo médico Carlos Albertino de Freitas, que tinha feito acusações contra Licardino sobre o andamento das obras: houve uma discussão entre os dois, com Pedro Ludovico armado, só não acontecendo algo mais grave a Licardino devido à pronta intervenção de Osório – no carro estavam Balduíno José de Aquino, João dos Santos e Efrain de Moraes, que de nada participaram –, presente ainda Atílio Corrêa Lima, que seguraram a ambos, inclusive afastando o cabo Chico Diabo, que também estava armado. Depois disso, Osório foi o responsável pela reaproximação de Pedro Ludovico e Licardino, auxiliado pelo baiano Carlos de Freitas; o primeiro contato foi feito por cartão, que solucionou a questão e colocou fim na apreensão que havia tomado conta da população de Campinas, um receio de que o interventor mandasse acabar com os planos de construção da futura Capital naquele local. Já naquela época, eram ativos os intermediários nos recebimentos de salários; como Osório recebia 300 mil réis, precisava, depois de dois/três meses, ir a Goiás e fazer descontos de 10 por cento ou mais com Benjamim Santos e outros para poder receber seus vencimentos.

VIVENDO O INÍCIO DA CIDADE

Osório Carlos da Silva viveu os 10 primeiros anos de Goiânia. Com a criação do município, em 1935, ficou sem nada fazer nesse ano. Em 1936, por intermédio do seu compadre Licardino Ney, foi nomeado Secretário da Prefeitura (foi o segundo a ocupar o cargo), pelo primeiro Prefeito da nova Capital, Venerando de Freitas Borges; como nesse ano teria que promover eleições para Prefeito Municipal e vereadores, foi nomeado delegado do Partido Republicano, registrou os candidatos, depois de sair a cavalo por todo o município em busca de nomes que aceitassem participar, e coordenou a realização do pleito. Os candidatos: a Prefeito, Venerando de Freitas Borges; e para a Câmara Municipal, Licardino de Oliveira Ney, José Rodrigues de Moraes Filho, João Augusto Roriz, Milton Klopstock e Silva, Hermenegildo de Oliveira, Germano Roriz e Otacílio França. As eleições foram realizadas no dia 15 de outubro de 1936, tendo o registro sido requerido oito dias antes; como não havia oposição, todos foram eleitos. Em 1937, foi nomeado Chefe da Seção de Estatísticas da Prefeitura e, no ano seguinte, designado para realizar o primeiro recenseamento do município, que executou percorrendo toda a região a cavalo e entregando os dados no dia 31 de dezembro daquele ano, quando foi nomeado Sub-Prefeito do Distrito de Trindade (o município de Divinópolis havia sido suprimido). Assumiu o cargo no dia 02 de janeiro de 1939, porque o dia 1º caiu num domingo.

Passados os meses, foi surpreendido com medida do governador Pedro Ludovico Teixeira, que instituía uma taxa de cada romeiro que fosse à festa de Trindade; ele não a aceitou, falou com Venerando, que nada conseguiu e, depois de muitos aborrecimentos, procurou o major Atanagildo de Queiroz França, titular do Cartório de Registro de Imóveis e seu particular amigo, que contornou a situação, atendendo o pedido de desistência de instituição da taxa.

CRIANDO A OPOSIÇÃO

Tudo correu bem, segundo ele, até 1940. Nesse ano, Venerando resolveu criar-lhe dificuldades, para que deixasse o cargo para outro; Osório tinha ido a São Paulo, para uma consulta médica (problema nos olhos) e, quando retornou, encontrou indisposição criada contra ele. Procurou o Prefeito, explicou-lhe e Venerando o chamou para trabalhar na Prefeitura; achando o convite “o maior abuso contra mim”, requereu sua exoneração, em caráter irrevogável; “Venerando pediu-me para voltar e eu nunca mais toquei no chapéu para ele”. Em 1945/46 fundou a oposição a Pedro e Venerando em Trindade, tendo sido o primeiro Presidente do Diretório Municipal da União Democrática Nacional (UDN). Em 1947 foi nomeado, pelo então governador Jerônimo Coimbra Bueno, Prefeito do Município de Trindade.

Osório assina como Secretário da Prefeitura

Em fins de 1948 foi reintegrado no cargo de Sub-Promotor de Justiça em Nerópolis, por ato do então procurador-geral de Justiça, Romeu Pires de Campos Barros, assumindo no dia 1º de janeiro de 1949. Ali trabalhou com o juiz municipal José Maria, e depois foi comissionado no cargo de Promotor de Justiça de 1ª Entrância na comarca de Quirinópolis, também ato do Procurador-Geral de Justiça; de lá foi comissionado Promotor de Justiça em Trindade; em seguida, transferido para Firminópolis e comissionado, logo após, por ato do então procurador-geral de Justiça, Everaldo de Souza, para a comarca de Itauçu e transferido para a comarca de Nazário, por decisão de Manoel Fernandes.

Com a eleição do governador José Feliciano Ferreira, foi mandado para Filadélfia e, não lhe sendo possível assumir o cargo, foi removido para Cachoeira de Goiás, em 1957, ali permanecendo por dois anos; nesse período, deu parecer somente num processo de casamento, e como não havia condições para residir naquela cidade, e também devido ao fato de já estar com problemas na visão, requereu sua aposentadoria, “mesmo porque o então deputado Almir Turisco desejava colocar um seu afilhado no meu lugar”. Na Secretaria da Procuradoria-Geral de Justiça o pedido foi rejeitado pelo secretário Acary Brandão, sob a alegação de que era efetivo no cargo; aproveitando a situação, sugeriu que o deputado, “que estava interessado no cargo”, ajudasse na concessão da sua aposentadoria, que lhe foi concedida no dia 4 de abril de 1959, no cargo de Sub-Promotor de Justiça que, dois anos depois, foi extinto.

RECOMPENSADO POR SEU TRABALHO

Por muito tempo recebeu menos do que o salário-mínimo; requereu a equiparação dos seus vencimentos ao do Promotor de Justiça de 1ª Entrância, o processo veio até a procuradora Mirthes Guerra, que deu parecer contrário, “muito embora eu tenha juntado todos os documentos necessários”. Durante três anos seu salário era de 240 cruzeiros mensais, só vindo a ter melhoria em 1978, quando o governador Irapuan Costa Júnior procedeu a uma reclassificação, passando-o para um valor ainda incompatível com as suas necessidades. Como nunca encontrou apoio em suas pretensões, resolveu arquivar seus pedidos de melhoria salarial. Melhoria que lhe possibilitasse levar uma vida condigna, que lhe assegurasse uma tranqüilidade depois de tantos anos, aliás toda a sua vida, de dedicação ao serviço público, após desempenhar funções de grande importância e ter emprestado o melhor de si à causa pública.

Mesmo assim, manteve-se tranqüilo. Simples, com muito amor-próprio, não aceitou morar com os filhos e levou a sua vida modesta. Metódico, conservador em seus hábitos, muito ligado a Trindade, ele era visto todos os dias a dar longos passeios, a pé, pela cidade, sempre de terno e chapéu. Uma constante em quem dedicou mais de 40 anos ao serviço público, quando começou ainda rapaz, com apenas 17 anos. Não foi devidamente valorizado, mas sente a recompensa de ter feito tudo com dedicação, interesse e muito entusiasmo.

Matéria de “O Popular” de 1978

(Texto baseado em matéria do jornalista Jales Rodrigues Naves publicada no jornal “O Popular”, edição de 24.09.78, página 35/Especial)

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