Ao completar 60 anos, o agora Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB-GO) prestou homenagem a ex-dirigentes da entidade e de Cooperativas. Foi no dia 18 deste mês, no Oliveira’s Place, quando recebi o troféu comemorativo da data, como reconhecimento ao trabalho que realizei, por 11 anos, estruturando, dinamizando e consolidando o sistema estadual de representação do Cooperativismo, tornando-o referência nacional.

Nos anos 1980 participei de um importante movimento liderado pelo então presidente da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano Ltda. (Comigo), de Rio Verde, GO, Paulo Roberto Cunha. Sua intenção era dinamizar o sistema cooperativista goiano, com foco principal na sua entidade de representação, a Organização das Cooperativas do Estado de Goiás (OCG), até então inexpressiva em sua ação.

Em 1979 havíamos criado em Goiânia a Cooperativa dos Jornalistas de Goiás Ltda.(Projornal), estávamos começando as suas atividades, quando Paulo Roberto nos visitou e disse do crescimento do Cooperativismo goiano, em especial o que reunia os produtores rurais, e que queriam dar uma nova dinâmica à OCG, ainda sem uma atuação significativa. Não tinha pessoal, nem sede e nem história. A entidade alugava uma sala do edifício Rita de Albuquerque, numa viela da Av. Anhanguera, entre a Av. Araguaia e a Rua 6, no Centro.

A Projornal aceitou o desafio e me indicou para a chapa, que tinha na presidência o juiz de Direito de Paraúna e agricultor Luiz Alberto Di Lorenzzo do Couto. A chapa se tornou única, vencemos o pleito e assumimos a direção da entidade. Após a eleição surgiu um problema, logo resolvido: o Presidente foi nomeado Juiz numa Comarca do Norte goiano, Araguaína, e renunciou ao cargo. A Diretoria se reuniu e me elegeu, por unanimidade, para a Presidência, reconhecendo o trabalho que já realizava, de promoção de cursos, de reuniões para discutir os problemas da área e definir uma linha de atuação, e de levar as Cooperativas para a imprensa, mostrando suas iniciativas e reivindicações.

A partir daí houve um crescimento muito expressivo de suas atividades, exigindo o aluguel de uma sede maior, quando a OCG se mudou para uma casa da Rua 96, próxima da Praça Cívica, e ampliou ainda mais as suas ações e iniciativas. Na eleição seguinte, disputadíssima, fui eleito Presidente para novo mandato por grande maioria dos votos. Na época, a entidade já liderava todas as iniciativas na área, em especial com relação à produção agropecuária, e tinha forte presença em Brasília. Passou a participar de outras entidades e instituições, em nível estadual e nacional, quando coordenei a comissão nacional criada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que reviu seus estatutos. Na época, passei a ocupar duas funções: na direção e na parte executiva, como Superintendente.

O passo seguinte foi a compra de sua primeira sede própria, na Rua 3, no Centro, quando conseguimos recursos com o então Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC) e as filiadas completaram o valor. Com a aquisição dessa casa, as suas atividades ganharam maior dinâmica, as Cooperativas passaram a ocupar mais espaço nas discussões e na imprensa, e a OCG continuou liderando as ações. Conseguimos na Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (Cacex) a primeira cota para exportação de produtos agrícolas (soja), abrindo o mercado externo para a nossa produção. Na época a entidade já servia de modelo para as demais OCEs.

Outro passo importante de nossa gestão foi obter, na Caixa Econômica Federal (CEF), recursos subsidiados para a construção de nova sede própria, projetada para atender as suas necessidades de espaço por 50 anos. Foi a única entidade a obter esse financiamento, a custos muito baixos, viabilizando a construção da imponente sede da Av. Jamel Cecílio, no Jardim Goiás, com três andares e salas para administração, direção, reuniões, biblioteca, auditório, cursos e aluguel a Cooperativas, além de quartos para dormitório, vigilância e garagem. A sede foi inaugurada em 1988. Foram realizados vários treinamentos e implantado o primeiro Curso de Pós-graduação em Administração de Cooperativas. Duas filiadas alugaram espaço: a Comigo, que ficou com o último andar, onde instalou a sua representação em Goiânia, e, em seguida, a recém criada Cooperativa Central de Crédito Rural de Goiás (Cocecrer-GO), que ficou no segundo andar.

Deixei a entidade em 1990.

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