Nabor Veloso Naves

Mineiro de Araguari, onde nasceu em 11 de março de 1921, Nabor Veloso Naves viveu a vida de forma simples, como trabalhador incansável e alma generosa. Ele acompanhou os pais, Belizandra Veloso Naves e Urias Veloso Pereira, quando decidiram se mudar para Goiás e se instalar na região da nova Capital, que estava sendo implantada no então município de Campinas. Escolheram terras no distrito de São Geraldo, comprando fazenda servida pelo córrego Bugre, na região conhecida como Boca da Mata, e ali recomeçaram suas vidas.

Como a família não tinha muitos recursos, cada filho logo começou a trabalhar, para se organizar. Sempre disposto e interessado, Nabor foi um desbravador: estudou agrimensura, conheceu algumas técnicas com o primo Otílio Naves, de Araguari, que elaborou uma “Tabella de hectares reduzidos em alqueires de 80 litros e vice-versa”, e saiu a campo, medindo terras por esse Goiás. Como sempre quis fazer um curso superior, após se estabilizar economicamente, com mais de 40 anos de idade, cursou Direito na Universidade Católica de Goiás, exercendo a profissão de advogado por um curto período.

Casou-se em Silvânia, GO, com Maria Aparecida de Sousa, que concluiu o curso normal, e tiveram seis filhos, três homens e três mulheres: Ronaldo, Vilma, Nilva, Maria Margareth, Nabor Júnior e Guilherme. Tiveram dez netos e três bisnetos.

Mais tarde, comprou um sítio em Terezópolis de Goiás, onde passou boa parte de seus últimos anos, cuidando das plantações. Nos finais de ano matava uma vaca e saía distribuindo as partes, inclusive com doações periódicas para a Vila São José Bento Cottolengo, em Trindade, hospital filantrópico fundado em 1951 e administrado pelos missionários redentoristas e Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, que oferece vida com excelência para pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social.

Nabor faleceu aos 73 anos, em 1994. Maria Aparecida, aos 93 anos, no dia 11 de março deste ano.

Maria Aparecida Naves

Filhos

Os filhos seguiram o exemplo do pai, de prazer pelo trabalho e gosto pelos estudos, e cada um construiu sua trajetória.

Dois filhos cursaram Agronomia na Universidade Federal de Goiás: Ronaldo se dedicou à carreira do magistério, lecionando na Escola em que estudou, formando-se em 1976 e que dirigiu por quatro anos (1986-1990), fez Mestrado em Fitotecnia na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (1982) e doutorado em Produção Vegetal pela UFG (1999), atuando principalmente em pesquisa sobre frutíferas nativas do Cerrado; e Nabor Júnior, que se graduou em 1983, cuidou da fazenda do pai e montou o viveiro de mudas Boa Esperança, na saída para o município de Senador Canedo, onde concentra suas atividades.

Vilma, de 1952, protagonizou uma vida de sofrimentos, contraindo uma doença incurável que a deixou acamada por 32 anos, falecendo em 2009.

Margareth é graduada em Nutrição pela UFG (1980), com mestrado em Ciência da Nutrição pela Unicamp (1990) e doutorado em Ciência dos Alimentos pela USP (1999). Professora da Faculdade de Nutrição da UFG desde 1983, dedicou sua vida acadêmica sobretudo ao ensino sobre produção e redação científica, e à pesquisa do valor nutricional de frutos do Cerrado. Casou-se, tem um filho, que se graduou em Arquitetura na PUC-GO, e em Economia, nos Estados Unidos, onde reside desde 2011.

Nilva foi servidora da Secretaria de Educação do Estado, e Guilherme, do Ministério Público Federal.

Todos os filhos, atualmente, estão aposentados, morando em Goiânia, e cuidando das terras herdadas pelo trabalho e dedicação dos pais.

 

https://aredacao.com.br/nabor-naves-transmitiu-aos-filhos-o-gosto-pelo-trabalho/

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