Jales Naves lendo para a mãe a sua obra sobre a história de Goianira e seus pioneiros

 

 

 

Sempre ativa e participando de tudo, Maria Luiza Naves gosta de contar histórias, tem boa memória e uma rica trajetória, recheada de acontecimentos especiais, como ter sido Subprefeita da vila de São Geraldo aos 19 anos de idade e já então com dois filhos, José Osório e Raulindo Heinzelman. Nascida em 25 de julho de 1921, foi nomeada pelo Decreto nº 395-A, de 03.04.1941, para essa espinhosa função pública.

Aos 105 anos, hoje a mais idosa das moradoras da cidade – para onde se mudou aos quatro anos de idade –, já com mobilidade reduzida e conversando pouco, ficou feliz ao receber a visita do seu filho, Jales Naves, na tarde de sábado, dia 17, que foi lhe mostrar a sua nova obra, “São Geraldo / Goianira – O surgimento do povoado e a trajetória de pioneiros. Documentos registram a construção do distrito e da cidade”.

Jales aproveitou para ler para ela algumas partes, como o relato sobre ela; sobre seu marido, José Rodrigues Naves Júnior, que foi cartorário, vereador e prefeito; seu pai, Osório Carlos da Silva, que morou no vilarejo e foi quem, em 1935, então secretário da Prefeitura de Campinas, levou a notícia da criação da vila de São Geraldo; sua avó paterna, que a criou, Maria Luiza de Jesus, conhecida como Vó Iza, conselheira e parteira que atendeu a maioria das mães que deram à luz naquele período; seu sogro, José Rodrigues Naves, que foi subprefeito e empresário local; seu padrinho de casamento, Venerando de Freitas Borges, primeiro prefeito de Goiânia e que, como deputado estadual, por sugestão de Naves Júnior, apresentou o projeto de lei à Assembleia Legislativa do Estado criando o município de Goianira; Padre Pelágio Sauter, em suas passagens pela região para atendimento religioso aos católicos, com quem teve aulas de Música, dentre outros, e os documentos comprovando seu exercício de função. Seis anos depois ela foi nomeada novamente (Decreto nº 885, de 09.04.1947) como subprefeita, cargo que passou a ser chamado de Agente Municipal.

“Muito obrigada, meu filho. Gostei muito do que você escreveu”, disse, dando-lhe um beijo na face. “Eu me senti naqueles tempos, vivendo aqueles momentos na tranquila São Geraldo”. “Quando cheguei àquele povoado, em 1925, eram poucas casas e vi as pessoas se mudando para ali, construindo suas casas, uns ajudando os outros para que também tivessem uma moradia digna”, disse. “São lembranças que guardo comigo. Grato por reavivá-las com seu belo livro, contando como tudo aconteceu”.

“Sempre gostei de seus escritos”, disse, ao elogiar o livro e recomendá-lo, pela linguagem acessível, boas ilustrações e muitos dados, informações preciosas que agora estão à disposição de todos.

Chamou o neto, Rodrigo Naves Amorim, com quem mora no setor Bueno, e pediu para ele repassar o valor do exemplar (R$ 100,00) ao autor. “Sempre acompanhei o seu trabalho, a sua luta em busca de informações precisas e sua dedicação ao que faz, com tanto carinho e zelo. Por isso, nada mais justo que ganhe pela sua iniciativa”, afirmou.

O livro, com 330 páginas, foi publicado pela Editora Naves e teve apoio da Prefeitura de Goianira, que adquiriu 150 exemplares da obra, que resgata a construção do distrito e da cidade, e ainda apresenta documentos sobre personagens da sua história.

O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, que fica na região central de Goiânia (Rua 82 nº 455 – setor Sul), instala sua livraria e já oferece exemplares do livro.

Para adquiri-lo use o PIX 02600404104 ou deposite o valor, R$ 100,00, na Caixa Econômica Federal, Agência 1842, conta nº 637-7, em nome de Jales Rodrigues Naves, e envie cópia do depósito, com nome e endereço, para Editora Naves (jales@editoranaves.com.br) ou WhatsApp: 62 99975 4664, para remessa da obra.

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