Jales Mendonça (Foto de Lays Carvalho)

Tendo com modelo o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o mais antigo e importante do país, fundado em 1838, no Rio de Janeiro, logo após a independência, para construir a identidade e preservar a memória nacional, o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, o quarto criado no país, vai ganhar um novo sócio correspondente. Por iniciativa do presidente do IHGMG, doutor Antônio Marcos Nohmi, o historiador Jales Guedes Coelho Mendonça teve seu nome aprovado em Assembleia Geral para compor o tradicional Instituto mineiro e será empossado no dia 18 deste mês, às 10h, na sede do Instituto, à rua dos Guajajaras, 1.268, em Belo Horizonte. Com transmissão ao vivo pelo YouTube.

O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais foi fundado por iniciativa dos membros do Clube Floriano Peixoto, em reunião no dia 16 de junho de 1907, em Belo Horizonte. Na ocasião, ficou determinado que o presidente da Comissão, Antônio Augusto de Lima, fizesse um discurso entregando a organização do Instituto aos sócios fundadores. Fizeram parte da comissão os doutores Prado Lopes, João Luiz Alves, Francisco Alves Junior, Olinto Meireles, Estevam Pinto, Pedro Sigaud, major João Líbano Soares e o coronel Júlio César Pinto Coelho. A finalidade era congregar intelectuais interessados em estudos de história e geografia.

O presidente do Estado de Minas Gerais, João Pinheiro, foi escolhido seu presidente por aclamação, e a reunião secretariada pelos doutores Mendes Pimentel e Nelson de Senna. Participaram da Comissão que elaborou os estatutos: Virgílio de Melo Franco, Rodolfo Jacob, Albino Alves Filho, Antônio Gomes Lima, Carlos Honório Benedito Ottoni, Francisco Julio da Veiga, Carlos Toledo, Aurélio Pires, Gustavo Pena, J. E. de Rezende Costa e Antônio Benedito Valadares Ribeiro. No dia 12 de julho a comissão reunida elegeu a primeira Diretoria do IHGMG.

O novo sócio

Promotor de Justiça, Jales Mendonça é graduado em Direito pela Faculdade Anhanguera (Uni-Anhanguera), em 1996, por onde se especializou em Direito Administrativo (2004/2005), quando apresentou monografia com o título “Edificações irregulares às margens de cursos d’água: dever de demolir e reparar o dano ambiental”, orientado pelo professor Fabrício Motta. Tem mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2007/2008), defendendo dissertação intitulada “A Assembléia Constituinte Goiana de 1935 e o Mudancismo Condicionado”, sendo orientado pela professora doutora Maurides Batista de Macedo Filha; e doutorado em História pela Universidade Federal de Goiás (2009/2012), com a tese “O Outro Lado da Mudança da Capital de Goiás”, sob orientação do professor doutor Noé Freire Sandes.

Publicou os livros: “A Assembleia Constituinte Goiana de 1935 e o Mudancismo Condicionado”, Ed. UCG, 2008; “A Invenção de Goiânia: o outro lado da mudança”, Ed. Vieira, 2013; “O MP na comarca: o exército de um homem só”, Ed. Ministério Público de Goiás, 2018; “Os 50 concursos do MPGO (1948-2018)”, de 2019; “Os Concursos para a Magistratura do TJGO / 1937-2024”, maio de 2024, escrita em conjunto com Patrícia Machado Carrijo e Thales Murilo Vaz Costa, tendo a segunda edição sido publicada em 2025; e “As theses de Pedro Ludovico e Brasil Caiado – Uma Contribuição à História da Medicina”, dezembro de 2024, auditório da Associação Médica de Goiás, em coautoria com Rildo Bento de Souza.

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