Jornalistas de 1972 comemoraram 45 anos de formatura, lembraram dos pioneiros e entregaram diploma de reconhecimento

Integrante da primeira turma do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (1968-1971), com uma reconhecida atuação na área, inclusive inovando ao criar uma coluna especializada em questões do Judiciário, Luiz Otávio Soares não pôde comparecer à solenidade em que foram comemorados os 45 anos de formatura da segunda turma do Curso (1969-1972), em setembro, na Faculdade de Informação e Comunicação da UFG, no Campus Samambaia. Sua mulher Iolanda, com quem se casou em 1969, foi submetida a uma cirurgia no olho no dia anterior e ele não conseguiu alguém para passar a noite com ela no hospital.

Em função desse episódio, na segunda-feira, dia 11, o jornalista Jales Naves esteve no Cartório da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, que fica no novo Fórum Cível, em Goiânia, para prestar a homenagem da turma a ele, entregando-lhe o diploma de reconhecimento, a saudação do governador Marconi Perillo e um exemplar da segunda edição, que eles lançaram, do livro “Contribuição à História da Imprensa Goiana”, de José Lobo, que Luiz Otávio ainda não conhecia. Disse ter ajudado o colega Braz Wilson Pompeu de Pina Filho na elaboração de um livro com idêntica temática, no início dos anos 1970. Jales aproveitou a oportunidade para entregar a ele, como brinde, um exemplar do seu mais novo livro “Cooperativismo de Crédito – Sua história em Goiás e seu protagonismo no Brasil”, que escreveu em parceria com o advogado tributarista Jales Naves Júnior.

Trajetória

Luiz Otávio, já final dos anos 1960, conquistava seu espaço: passou em dois concursos públicos na área do Judiciário (no primeiro ficou em oitavo lugar e no segundo em primeiro), mas não conseguiu sua nomeação em nenhum dos dois. Quando saiu o resultado de que teria passado em primeiro lugar, logo procurou pessoas influentes para ajudá-lo a assumir a função; o então governador Otávio Lage teria dito que não iria nomeá-lo, pois “tinha compromisso com o desembargador Firmo Ferreira Gomes de Castro, pai do candidato que ficou em segundo lugar”, afirmou. Diante dessa situação decidiu lutar por sua vaga na Justiça, indo até o Supremo Tribunal Federal, o que finalmente se concretizou em 1975; até hoje continua na função, como titular do Cartório da 2ª Vara Cível.

Ingressou na profissão de Jornalista pela “Folha de Goiaz, em 1969, e ali ficou até 1977. Nesse ano foi para o jornal “O Popular, no qual implantou a pioneira seção ‘Direito & Justiça‘, onde ficou por 27 anos. Foi diretor do Centro de Comunicação Social do Tribunal de Justiça do Estado de 1986 a 2009 e trabalhou no “Diário da Manhã, de 2004 a 2009, com a coluna sobre o Judiciário.

Presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás (1981-1983) num período de relevantes conquistas, como a lei que reservou a profissionais regularmente registrados os cargos públicos na área de comunicação; esse direito originou de projeto do deputado estadual José Elias Fernandes e foi sancionado pelo governador Iris Rezende. Ainda, a entidade ganhou uma excelente área em Aparecida de Goiânia, próxima do Centro de Cultura, Esporte e Lazer da Advocacia Goiana (CEL), da OAB-GO, doada pelo empresário Freud de Melo, depois de uma luta grande para a votação da lei pela Câmara Municipal; a diretoria que o sucedeu “deixou perder esse imóvel, por invasão”.

Por muito tempo a Editoria de Judiciário foi a única na imprensa nacional, quando ele e sua equipe receberam numerosas homenagens. Dentre essas, as comendas de Oficial da Ordem de Mérito do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, pelo empenho na criação do TRT-GO; das Associações dos Delegados de Polícia Civil do Estado e dos Procuradores do Estado; de Grande Oficial da Ordem do Mérito do Estado do Tocantins; das Associações dos Magistrados de Goiás e dos Oficiais de Justiça do Estado de Goiás e da Associação Goiana de Direito Tributário. Foi o único profissional da imprensa a receber homenagem especial da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Goiás, em sessão solene a que compareceram o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Mauro Campos, e o jornalista Jaime Câmara Júnior. Também, passou a integrar, como acadêmico/fundador, a Academia Goiana de Direito, Cadeira nº 15.

Goiano de Uruaçu, tem três filhos, sendo dois advogados, Marcelo e Luiz Otávio Filho, e uma arquiteta e urbanista, Fernanda, e quatro netos. Ele começou o Curso de Direito na UFG, em 1966, e só foi concluí-lo, depois de formado em Jornalismo, em 1975, pela Universidade Católica de Goiás. É fundador e primeiro titular da Cadeira nº 21 da Academia Goianiense de Letras. Em 2005 recebeu do Instituto Goiano de Responsabilidade Social o Certificado de Reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

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