Normalista e grande oradora, que movimentava plateias com sua facilidade de se expressar, principalmente na defesa das questões sociais, a professora primária Altair França Rabelo Naves, goiana de Jataí, 91 anos, faleceu na madrugada desta quinta-feira, dia 12, em Goiânia, GO, e seu corpo será sepultado logo mais às 13h, no Cemitério Jardim das Palmeiras, nesta Capital, onde está sendo o velório. Viúva do juiz Sebastião Naves, falecido em 1984, o casal teve três filhos, Luiz Carlos Naves, advogado e servidor público municipal; Olga, médica; e Antônio Rabelo, também médico, já falecido, e sete netos.

Ela fez o Curso Normal em Rio Verde e morou uns tempos em São Paulo, onde se aproximou dos movimentos sociais e participou ativamente das atividades do Partido Comunista, nos anos 1940. No final dessa década casou-se com o juiz Sebastião Naves e o casal se fixou inicialmente em Goiânia, onde teve os três filhos; o primogênito, Luiz Carlos, nasceu em 1949. Depois, eles residiram em várias cidades, em função das atividades do marido.

Leitora voraz, ela lecionou, dentre outras escolas, no Grupo Escolar  Modelo, de Goiânia, e tinha presença nos movimentos sociais, como militante do PC, em especial enquanto esteve na clandestinidade. Por esse trabalho e em função das amizades do marido, conheceu o líder comunista Luiz Carlos Prestes, que hospedou em sua casa em Hidrolândia, onde Sebastião Naves era juiz; o presidente Juscelino Kubitschek; e o escritor baiano Jorge Amado, via Bernardo Élis, com quem dividira um quarto na Pensão Manduca, na Av. Goiás, no centro de Goiânia, nos tempos em que fez o Curso de Direito.

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